Ministros do Supremo decidem sobre a delação de Cabral que incrimina Dias Toffoli
De acordo com a delação do ex-governador Sérgio Cabral, Toffoli teria recebido R$ 4 milhões para beneficiar prefeitos do Estado do Rio de Janeiro em processos no TSE.
De acordo com a delação do ex-governador Sérgio Cabral, Toffoli teria recebido R$ 4 milhões para beneficiar prefeitos do Estado do Rio de Janeiro em processos no TSE.
Um dos principais aliados do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, o delegado da PF, Bernardo Guidali Amaral, já pediu, em 2014, a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-ministro Guido Mantega e do senador Eunício Oliveira (MDB-CE), então presidente do Senado.
A Justiça ainda aguarda a repatriação de USD$ 17,9 mil referente ao pagamento de dividendos pela Petrobras.
É o desdobramento da 74ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em setembro de 2020, e que apurou esquema criminoso entre o Banco Paulista e a estatal, com utilização de mecanismos de lavagem de dinheiro.
A condenação é por crimes de responsabilidade em fraudes na compra de equipamentos e celebração de contratos durante a epidemia do coronavírus.
Por se tratar de decisão da primeira instância da Justiça Federal, as partes ainda podem recorrer da sentença ao Tribunal Regional Federal e até ao STJ e STF.
O relator, Edson Fachin, reafirmou seu voto para negar os embargos de declaração. Contudo, ele e a ministra Cármen Lucia ficaram vencidos.
A denúncia aponta que Arlindo Chinaglia recebeu pelo acordo, em vantagens indevidas, R$ 8,7 milhões, em 36 pagamentos.
O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, revelou, em uma entrevista, que a Controladoria deve retomar a negociação de acordos de leniência em 2021. Esses acordos são firmados com grandes empresas envolvidas em casos de corrupção em que elas se comprometem a auxiliar o Poder Público com as investigações e devolvem dinheiro desviado em troca de abrandamento das penas.
O cruzamento de dados dos beneficiários do auxílio emergencial permitiu que a Controladoria-Geral da União (CGU) rastreasse 2,7 bilhões de cadastros que não tinham direito ao recurso.