Pessoas negras em cargos do Executivo têm alta qualificação
Estudo revela crescimento de líderes negros e indígenas, mas destaca barreiras em cargos de alto escalão.
Estudo revela crescimento de líderes negros e indígenas, mas destaca barreiras em cargos de alto escalão.
Câmara aprova reserva de 30% das vagas em concursos públicos para pretos, pardos, indígenas e quilombolas.
Ao todo, 11% dos participantes apontaram a cor da pele como fator que motivou a discriminação. Uma parcela de 10% ainda indicou a etnia ou a raça.
Ministro Cristiano Zanin é o relator. Foto: Carlos Moura/SCO/STF. [+]
Em carta enviada nessa segunda-feira (5) aos partidos políticos, entidades de defesa dos direitos humanos propõem medidas para o enfrentamento à violência política de gênero e raça nas eleições de 2024.
De acordo com o mais recente Diagnóstico Étnico Racial do Poder Judiciário, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), identificam-se como pessoas pretas apenas 1,7% dos magistrados e magistradas. Já o percentual de juízes que se autointitulam pardos é um pouco maior: 12,8%.
Ela destacou que pensar, por exemplo, em mercado de trabalho inclui providenciar creches para que as mulheres com filhos de até 3 anos possam ser inseridas em um ambiente que lhes é negado.
Ao explanar sobre cada um dos questionamentos, o ministro Benedito Gonçalves afirmou que o tempo de propaganda eleitoral gratuita para candidaturas de mulheres e pessoas negras deve observar não apenas o percentual global, mas também os percentuais individuais, assim considerados separadamente, em rádio e televisão, os blocos e as inserções.
A partir da próxima eleição, os votos dados a mulheres e pessoas negras contarão em dobro para a distribuição de recursos do Fundo Eleitoral entre os partidos políticos.
O candidato ou candidata cotista deve seguir para a próxima etapa, bastando alcançar a nota 6,0 na primeira fase do certame.