Em nota, OAB nacional diz que PEC dos Precatórios insiste em inconstitucionalidades
O texto substitutivo da PEC foi aprovado a toque de caixa, em primeiro turno, pelos deputados, na madrugada de quinta-feira (4).
O texto substitutivo da PEC foi aprovado a toque de caixa, em primeiro turno, pelos deputados, na madrugada de quinta-feira (4).
O texto obteve 312 votos contra 144 e para concluir a votação da matéria em 1º turno os deputados precisam analisar os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos da proposta.
Precatórios são dívidas do governo com sentença judicial definitiva, podendo ser em relação a questões tributárias, salariais ou qualquer outra causa em que o poder público seja o derrotado.
Durante reunião do G20, em Roma (Itália), diz Paulo Guedes acreditar na aprovação, em breve, da PEC dos Precatórios pelo Congresso Nacional. Enquanto Jair Bolsonaro contou no sábado (30) estar preocupado com a demora da aprovação e disse que o Governo tem um plano B.
Prevista para ser votada no plenário da Câmara na próxima quarta-feira (03/11), a PEC dos Precatórios teve uma emenda aprovada na Comissão Especial que mudou a fórmula do teto de gastos.
O benefício será substituído automaticamente a partir do mês de novembro.
O início dos pagamentos do novo programa coincide com o fim do auxílio emergencial, lançado no ano passado para apoiar famílias vulneráveis durante a pandemia e que terá a última parcela creditada este mês de outubro.
De acordo com o governo federal, o Auxílio Brasil começará a ser pago em novembro com um valor mínimo médio de R$ 400 por família, até o final do ano que vem.
Acompanhado de Bolsonaro, Guedes negou ter pedido demissão do cargo, após quatro secretários terem pedido exoneração.
Deputados contrários à PEC afirmam que a proposta tem motivos eleitorais, além de significar um calote no pagamento de dívidas do governo, desequilibrar as contas públicas e desviar recursos que seriam destinados à educação.