Apenas 15% do Orçamento destinado às mulheres é executado, dizem senadoras
Do total orçado de pouco mais de R$ 256 milhões em 2024, apenas 15% foi efetivamente pago.
Do total orçado de pouco mais de R$ 256 milhões em 2024, apenas 15% foi efetivamente pago.
Ela prometeu trabalhar junto ao governo federal para implementar políticas de combate à violência contra as mulheres e à desigualdade entre os gêneros.
A pensão especial, no total de um salário mínimo (R$ 1.320 em maio de 2023), será destinada ao conjunto dos filhos biológicos ou adotivos e dependentes cuja renda familiar mensal per capita seja igual ou inferior a 25% do salário mínimo (R$ 330). O benefício será encerrado caso o processo judicial não comprove o feminicídio.
Apesar dos avanços, a realidade política brasileira ainda é bastante desfavorável às mulheres. Enquanto representam mais de 51% da população, elas não chegaram a conquistar 17% das cadeiras na Câmara Federal nas últimas eleições. O número de deputadas eleitas passou de 77 para 91, mas uma renunciou e seis se licenciaram dos mandatos para assumir cargos nos executivos. Com as alterações, apenas 87 seguem no exercício do mandato.
De acordo com os registros da Câmara, somente em oito legislaturas as mulheres foram membros da Mesa Diretora. Em seguida, as deputadas citam o enfrentamento à violência contra a mulher e o trabalho da Câmara em favor de pautas que visam à garantia da saúde da mulher.
Dos mais de 200 projetos votados pela bancada nos últimos quatro anos, 78 deles viraram leis, além de uma lei complementar e cinco emendas constitucionais que foram promulgadas. Um dos destaques foi a lei incentiva mulheres em situação de violência a desenharem "X" na mão.
Cerca de 80% dessas propostas foram incorporados ao texto constitucional, assegurando às mulheres diversos direitos fundamentais, como a licença-maternidade de 120 dias, a proteção do mercado de trabalho e a proibição de diferença salarial, de exercício de funções e de critério de admissão.
Das atuais dez titulares, seis mantêm-se no cargo até 2027, totalizando 10 senadoras. O número pode se alterar caso o senador Jorginho Mello (PL-SC) seja eleito governador, o que tornaria titular a senadora Ivete da Silveira (MDB-SC).
"A maior chaga do Brasil é a desigualdade".
Coordenadora da bancada feminina, deputada Celina Leão (PP-DF), afirma que o valor aplicado para as mulheres foi superestimado pelo Ministério da Economia.