Ministros do Supremo decidem sobre a delação de Cabral que incrimina Dias Toffoli
De acordo com a delação do ex-governador Sérgio Cabral, Toffoli teria recebido R$ 4 milhões para beneficiar prefeitos do Estado do Rio de Janeiro em processos no TSE.
De acordo com a delação do ex-governador Sérgio Cabral, Toffoli teria recebido R$ 4 milhões para beneficiar prefeitos do Estado do Rio de Janeiro em processos no TSE.
O ministro Luís Roberto Barroso, por sua vez, acompanhou o relator no entendimento de que a PF pode fechar acordo de delação, mas votou para que seja mantida a validade da delação de Cabral e a consequente investigação do ministro Dias Toffoli com base no relato, que foi considerado "imprestável" pela PGR.
Edson Fachin, autorizou a Polícia Federal a coletar provas na investigação em que um delegado acusou o ministro Dias Toffoli de corrupção com base apenas na palavra de Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro condenado a mais de 300 anos de prisão.
Um dos principais aliados do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, o delegado da PF, Bernardo Guidali Amaral, já pediu, em 2014, a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-ministro Guido Mantega e do senador Eunício Oliveira (MDB-CE), então presidente do Senado.
O ministro atendeu um pedido da PGR para suspender a eficácia do Artigo 40 da Lei nº 9.279/1996. O dispositivo trata do prazo de validade de uma patente no caso de demora na análise pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).
Em homenagem aos 130 anos do Supremo Tribunal Federal (STF), no período republicano brasileiro, o ministro Dias Toffoli, ex-presidente do órgão máximo do Judiciário, comentou sobre os momentos históricos da instituição. O ministro foi o mais jovem magistrado a ser eleito presidente da Suprema Corte, para o biênio 2018-2020.
A tese da "legítima defesa da honra" foi questionada no Supremo pelo PDT, em uma ação de descumprimento de preceito fundamental (ADPF). Apesar de não estar prevista no ordenamento jurídico brasileiro, o partido alegou que tal tese, a que chamou de "nefasta", tem sido suscitada por advogados em tribunais do júri, tendo como escudo a chamada plenitude de defesa.
A descoberta foi feita no âmbito do Inquérito 4.781, que investiga a propagação de fake news e ataques aos ministros da Corte.
Os ministros do Supremo irão decidir se os senadores Renan Calheiros (AL) e Jader Barbalho (PA), os ex-senadores Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e José Sarney (AP) devem virar réus. O julgamento do Inquérito 4.326 ainda não tem data prevista.
A discussão se dá no âmbito de um recurso extraordinário, de relatoria do ministro Marco Aurélio, que foi interposto pelas Lojas Americanas contra lei de Santa Catarina.