Senado rejeita coligações proporcionais e incentiva candidaturas de negros e mulheres em 2022
O texto precisa ser promulgado até 2 de outubro para que as regras tenham validade nas eleições de 2022.
O texto precisa ser promulgado até 2 de outubro para que as regras tenham validade nas eleições de 2022.
"Não é prudente nós votarmos um código eleitoral que consolida várias leis importantes, como o Código Eleitoral, a Lei das Eleições, a Lei dos Partidos Políticos, a Lei das Inelegibilidades, a Lei do Plebiscito, várias leis, 898 artigos. Além disso, houve muitas modificações", disse Rodrigo Pacheco.
Audic Mota destacou que o Ceará vive uma realidade diferenciada da maioria dos estados, uma vez que um dos potenciais candidatos a presidente da República, o cearense Ciro Gomes, tem sua base consolidada no Estado, na figura do PDT.
Com a decisão já antecipada da relatora da emenda constitucional, Simone Tebet, vai por terra o esforço de ressuscitação das coligações proporcionais, uma artimanha para a eleição de alguns e manter vivo os partidos chamados de siglas de aluguel.
Após ser reconduzido à presidência do MDB, Eunício Oliveira afirmou que chegou a pensar em se aposentar da política, após ser derrotado nas eleições para o Senado em 2018. No entanto, afirmou que deve disputar, mais uma vez, as eleições do próximo ano, sem, porém, informar a que cargo seria.
Até as eleições do próximo ano, esse tema será usado incansavelmente pelos opositores do Governo. Cabe à gestão dar uma resposta, buscando meios de redução da criminalidade de forma concreta e efetiva.
O MDB trabalha na perspectiva de ser protagonista no processo de 2022. O mesmo discurso foi defendido pela sigla em 2020, mas o partido apresentou um nome apenas para a candidatura de vice na chapa encabeçada por Heitor Férrer (SD), que ficou na quarta colocação na disputa para Prefeitura de Fortaleza.
O pedetista ainda lamentou a ausência de quadros políticos durante as manifestações do último dia 12 de setembro e convocou "todo brasileiro democrático" para os protestos contra o presidente Bolsonaro que devem ocorrer nos dias 2 de outubro e 15 de novembro. "Queremos construir os caminhos para a estabilidade democrática", defendeu.
Heitor Férrer foi candidato a prefeito de Fortaleza em 2004, quando ficou na sexta colocação entre os postulantes. Em 2012 ele figurou na terceira posição. Já em 2016 e 2020, ficou na quarta colocação. Para o próximo ano, a tendência é que ele apoie a candidatura de oposição ao Governo do Estado.
Os deputados do PT defendem união das forças governistas cearenses, apesar das diferenças entre as legendas da base.