Mantida a quebra de sigilo do ex-ministro das Relações Exteriores de Bolsonaro
Ministro do STF Alexandre de Moraes é o relator.
Ministro do STF Alexandre de Moraes é o relator.
Polícia Federal, responsável pela investigação, e a PGR se desentenderam sobre os rumos tomados no caso.
O tema é controverso e, especificamente quanto ao âmbito eleitoral, ainda será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2017, a corte reconheceu repercussão geral sobre a necessidade de autorização judicial para tornar uma gravação ambiental apta a instruir ação de impugnação de mandato eletivo (Aime).
Ao pleitear que apuração sobre Ricardo Salles passasse para a relatoria da ministra do STF, Cármen Lúcia, a PGR não discutiu a questão de fundo das investigações.
No pedido, Augusto Aras argumentou que as investigações estão relacionadas a outros casos enviados à ministra Cármen Lúcia que também tratam de supostos crimes cometidos em benefício de madeireiras.
Procurador-geral Augusto Aras questiona omissões do Código de Processo Penal.
A Justiça do Distrito Federal já absolveu Michel Temer noutro processo do chamado “Quadrilhão do MDB”.
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorizou busca e apreensão em próprios do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e no seu gabinete na Esplanada dos Ministérios, sem o conhecimento de integrantes do Ministério Público Federal, autores das ações penais no âmbito da Justiça Federal.
O ministro relator, Alexandre de Moraes, declarou que o Judiciário não aceitará intimidações.
Na solicitação, encaminhada ao STF, o político argumentou que houve falha processual, por causa da falta de "libelo acusatório", uma peça que resume as acusações. Moraes considerou o pedido improcedente.