Carla Zambelli é denunciada por porte ilegal de arma e terá que pagar multa
A PGR argumenta que a deputada, mesmo sendo detentora de porte de arma, não poderia ter utilizado a pistola em espaço público, pois colocou a coletividade em risco.
A PGR argumenta que a deputada, mesmo sendo detentora de porte de arma, não poderia ter utilizado a pistola em espaço público, pois colocou a coletividade em risco.
O processo está ligado ao episódio em que a deputada sacou uma pistola e perseguiu um homem em uma rua e lanchonete de São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições do ano passado.
O pedido se deu no âmbito da ação que investiga o episódio — ocorrido na véspera do segundo turno das eleições deste ano — em que a deputada bolsonarista sacou uma arma, apontou para um homem e o perseguiu na região dos Jardins, em São Paulo. O relator é o ministro Gilmar Mendes.
A decisão do TSE apontou que a deputada federal promoveu desordem informativa que prejudica a realização de seus correspondentes encargos institucionais.
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), remeteu ao procurador-geral da República, Augusto Aras, duas Petições (PETs 10665 e 10666) em que advogados e deputados federais do Partido dos Trabalhadores (PT) apresentam notícia de fato relativo a possíveis crimes cometidos ontem (29), em São Paulo, pela deputada federal Carla Zambelli.
Integrante da tropa de choque de Jair Bolsonaro, Zambelli já havia sido obrigada a remover das redes sociais publicações falsas sobre a jornalista Vera Magalhães, no mês passado.
A liminar também proíbe a parlamentar de veicular novas ofensas e informações falsas sobre a jornalista. Foi fixada multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento da ordem.
Na publicação, Zambelli fez uma montagem das três com elementos diabólicos (chifres e olhos vermelhos).
A deputada foi à Justiça alegando que O Antagonista, através de matéria "A lorota de Zambelli" teria divulgado informações inverídicas e ofensivas em seu desfavor, causando-lhe prejuízo de natureza moral, passível de reparação e concessão do direito de resposta.
No pedido de diligências, o procurador pede que sejam realizados os depoimentos dos ministros da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos; Augusto Heleno do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); e da Casa Civil, Walter Braga Netto, além da deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), para “esclarecimentos dos fatos”.