AGU cobra R$ 56 milhões de cinco condenados pelos atos de 8 de janeiro
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nessa quarta-feira (7) que entrou com ações de cobrança contra cinco condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nessa quarta-feira (7) que entrou com ações de cobrança contra cinco condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.
Os inquéritos, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes, foram instaurados para apurar a responsabilidade dos autores intelectuais e das pessoas que instigaram os atos (INQ 4921) e dos executores materiais dos crimes (INQ 4922).
Se a intenção dos golpistas foi ferir de morte o tribunal, o efeito foi inverso: o clima entre os ministros é, por um lado, de união em torno da figura de Rosa Weber, sua presidente; e, por outro, da busca pela punição dos vândalos, o que hoje está sob maior responsabilidade de Alexandre de Moraes.
São alvos dos pedidos o cearense André Fernandes (PL-CE), Clarissa Tércio (PP-PE) e Silvia Waiãpi (PL-AP). Eles teriam endossado os episódios de vandalismo que ocorreram em Brasília em 8 de janeiro, quando bolsonaristas invadiram o Supremo Tribunal Federal, o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional.
Em nota divulgada nesta segunda-feira (9), os ex-PGR Raquel Dodge, Antônio Fernando de Souza, Claudio Lemos Fonteles, Sepulveda Pertence, Roberto Gurgel e Rodrigo Janot afirmam que a destruição dos prédios dos três poderes em Brasília é um ataque à democracia decorrente do retrocesso promovido pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, partido ao qual Jair Bolsonaro é filiado, condenou os atos de vandalismo e eximiuo ex-presidente de ter envolvimento nas manifestações.
Ministro da Justiça, Flavio Dino, contabilizou ontem (8) cerca de 200 prisões e que alguns financiadores dos atos terroristas foram identificados.