Moraes determina bloqueio de contas do senador Marcos do Val
Senador investigado pelo STF viaja ao exterior com passaporte diplomático após negativa de Moraes.
Senador investigado pelo STF viaja ao exterior com passaporte diplomático após negativa de Moraes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nessa quinta-feira (15) aumentar de R$ 50 mil para R$ 200 mil a multa diária aplicada contra a rede social X, antigo Twitter, por descumprimento de decisão judicial.
O ex-presidente negou ter qualquer vínculo com Marcos do Val, apesar de admitir ter participado de uma reunião com o senador e o então deputado federal Daniel Silveira no início de dezembro. É o conteúdo dessa reunião que está sendo investigado pela polícia. As suspeitas são de que os três discutiram uma possível tentativa dar um golpe de Estado, invalidando as eleições ocorridas pouco mais de um mês antes.
Nesta quarta-feira (21), a Assessoria de Imprensa de Marcos do Val divulgou nota comunicando que o parlamentar pediu licença do Senado por orientação médica.
"Eu queria muito que partisse dela [a senadora Eliziane Gama] a questão de deixar a relatoria e entregá-la para outra mulher", disse. Marcos do Val disse que a senadora teria ligações políticas com o ministro da Justiça, Flávio Dino, que pode vir a ser investigado pela comissão.
Para quem deixar de prestar assistência ao idoso a detenção poderá ser de um a dois anos e multa — hoje, a pena é de seis meses a um ano e multa.
Ele também disse que o senador - com quem afirmou não ter nenhuma intimidade - lhe contou que a gravação seria usada para tentar retirá-lo da presidência de inquéritos que investigam Bolsonaro.
De acordo com o senador, a publicação sobre uma eventual renúncia se deu “em um momento de muita raiva”, após ter sido chamado de “traidor” por internautas.
"Com essa gravação, o presidente iria derrubar a eleição, dizer que ela foi fraudada, prender o Alexandre de Moraes, impedir a posse do Lula e seguir presidente da República", disse do Val, ressaltando que foi o próprio Bolsonaro quem explicou esses planos.
No requerimento, o senador pontua que as pesquisas eleitorais têm impacto sobre a decisão de voto dos cidadãos, e afirma que as variações de prognósticos entre diferentes institutos são “enormes” e indicam “óbvia e inegável existência de desvios inaceitáveis”.