Ex-procurador da Lava Jato não quer devolver os R$ 2,8 milhões que recebeu em diárias
Deltan ataca o ministro Bruno Dantas, relator do processo no TCU, afirmando que ele é "apadrinhado" de Renan Calheiros.
Deltan ataca o ministro Bruno Dantas, relator do processo no TCU, afirmando que ele é "apadrinhado" de Renan Calheiros.
Superior Tribunal de Justiça, no fim de março, condenou Deltan Dallagnol a pagar indenização de R$ 75 mil ao ex-presidente Lula pelos danos morais.
Eles vão receber uma guia para devolver os valores aos cofres públicos, ou poderão apresentar defesa em 15 dias.
Ao julgar a questão, o relator do caso, ministro Luis Felipe Salomão, votou a favor da condenação e citou que o procurador usou termos desabonadores e linguagem não técnica em relação ao ex-presidente.
O inquérito foi instaurado em fevereiro de 2021, com o objetivo de verificar se a força-tarefa de Curitiba tentou investigar ilegalmente os ministros da Corte.
Conversas inéditas entre os procuradores capitaneados por Deltan Dallagnol mostram os marcados como potenciais alvos da perseguição.
A revista Veja informou que Alvaro Dias foi mencionado como destinatário de propina em inquérito aberto pela força-tarefa da Operação Lava Jato. Contudo, a investigação ficou parada por três anos.
O site The Intercept Brasil revela que Dallagnol chamou de "bando de imbecis" os críticos de uma investigação que levou ao suicídio do reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Luiz Carlos Cancellier.
Deltan assume a segunda vice-presidência do Podemos no Paraná, ao lado de Sergio Moro que já ocupa a primeira vice-presidência do partido no Estado.
Os R$ 57 mil gastos com Deltan estão em rubricas que fazem referência expressa à campanha das "dez medidas contra a corrupção".