Abin municiou Bolsonaro com dados para produzir desinformação, diz PF
Ramagem forneceu estratégias de ataque às instituições democráticas.
Ramagem forneceu estratégias de ataque às instituições democráticas.
O documento orienta parcerias com Polícia Federal, Abin, Gaecos, e Ministérios Públicos estaduais.
Foto: José Cruz/Agência Brasil. O procurador-geral da República [+]
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou que a coordenação-geral do concurso unificado está em contato com a Abin para questões relacionadas ao certame.
O resultado das investigações está na decisão, de 86 páginas, do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou uma nova fase da Operação Última Milha. A operação apura o uso da Abin para fins pessoais e políticos, no governo passado. Moraes é relator do inquérito.
Ele explicou que foram requeridas informações dos registros de todos os alvos do software First Mile, mas as respostas recebidas foram insatisfatórias.
Mais cedo, o presidente Lula havia dito, em entrevista, que se fosse comprovado o envolvimento de Moretti no monitoramento ilegal feito no governo passado, não haveria condições de ele permanecer na instituição.
Segundo o ministro Moraes, as provas obtidas até o momento indicam a existência de uma "organização criminosa" realizando ações clandestinas na Abin.
O processo apura o uso do software espião FirstMile para espionar alvos políticos do clã Bolsonaro sem ordem judicial. Entre os alvos, estariam ministros do próprio Supremo.
Na quinta-feira (25), Carlos Afonso foi afastado das funções por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes por ter sido alvo da operação que apura o uso da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar ilegalmente autoridades durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.