Deputados federais acusados de motim são suspensos
A suspensão foi motivada pelo motim realizado pelos parlamentares no plenário da Casa em favor da anistia aos golpistas condenados no contexto do 8 de janeiro de 2023.
A suspensão foi motivada pelo motim realizado pelos parlamentares no plenário da Casa em favor da anistia aos golpistas condenados no contexto do 8 de janeiro de 2023.
O inquérito é composto de 11.408 páginas distribuídas em 28 volumes. Ao longo dos quase 10 meses de CPI, foram feitos 43 requerimentos, 121 ofícios e 81 memorandos. O colegiado também realizou 19 reuniões ordinárias, quatro reuniões extraordinárias, além de 10 depoimentos de presidentes e gestores das associações.
Ainda de acordo com o relator, após suspensão de descontos para as associações, algumas dessas entidades conseguiram liminares que permitiram a obtenção dos descontos, enquanto que a Associação dos Profissionais de Segurança não conseguiu.
O deputado Soldado Noelio (UB), que já atuou na APS, e aponta a CPI como de interesse eleitoral, enalteceu o trabalho e o serviço ofertados pelas associações aos militares.
A CPI investiga o destino dos recursos recebidos pelas associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará. Em entrevista ao Blog do Edison Silva, o presidente do colegiado, Salmito Filho (PDT), afirmou que o trabalho do colegiado visa "separar o joio do trigo".
A investigação foi sugerida pelo deputado Romeu Aldigueri (PDT) para fiscalizar o possível envolvimento de associações militares no financiamento de alguns motins realizados no Ceará nos anos de 2011/2012 e 2020.
Os membros da CPI já ouviram os presidentes e ex-presidentes das principais associações de militares em atividade no Ceará.
Todos os convites foram feitos a pedido do deputado Soldado Noélio.
O petista era governador do Estado quando policiais militares cearenses resolveram paralisar suas atividades. Na época, o deputado federal Capitão Wagner buscou se distanciar do movimento paredista.
O sargento Clébio Eliziano Queiroz, que foi presidente da Associação de Cabos e Soldados Militares do Estado do Ceará, é o quinto agente da Segurança Pública a prestar depoimento ao colegiado.