Copom inicia primeira reunião sob comando de Galípolo
Copom inicia reunião sob novo comando para decidir nova alta da Selic diante de inflação e alta do dólar.
Copom inicia reunião sob novo comando para decidir nova alta da Selic diante de inflação e alta do dólar.
Segundo a edição mais recente do boletim Focus, pesquisa semanal com analistas de mercado, a taxa básica deve cair 0,25 ponto percentual. Até semana passada, a expectativa estava em corte de 0,5 ponto. Para o fim do ano, a estimativa é que a Selic chegue a 9,63% ao ano.
O segundo trimestre do ano a economia brasileira cresceu 0,9%, na comparação com os primeiros três meses de 2023, de acordo com o IBGE e permanecerá com crescimento dentro dessa margem pelos próximos dois anos, de acordo com o relatório de mercado. Já a respeito da inflação, a projeção do mercado para a inflação de 2024 também está acima do centro da meta prevista.
Desde agosto do ano passado, os juros básicos da economia estão em 13,75% ao ano, no maior nível desde o início de 2017.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC mantém a taxa Selic em 13,75% ao ano desde agosto do ano passado, o maior nível desde janeiro de 2017, apesar da queda da inflação e das pressões de parte do governo para redução dos juros básicos.
O Copom manteve a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao ano, sob a justificativa de que “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.
“Não se trata do governo ficar brigando com o Banco Central. Quem está brigando com o Banco Central hoje é a sociedade brasileira”, disse, ao citar a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), varejistas e pequenos e médios produtores.
Hoje (25), durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, O presidente do Banco Central tratou de questões referentes ao regime de metas; processo de autonomia; inflação no mundo e no Brasil; atividade econômica; política fiscal; taxas de juros, mercado de capitais; e "agenda inclusiva".
No Fórum Empresarial Portugal-Brasil desta segunda-feira (24), o presidente também criticou ao atual nível da taxa Selic: ''Ninguém toma dinheiro emprestado a 13,75%, ninguém. E não existe dinheiro mais barato".
“A lei que concedeu autonomia ao Banco Central diz: caberá à autoridade monetária zelar pela estabilidade e pela eficiência do sistema financeiro, suavizar as flutuações do nível da atividade econômica e fomentar o pleno emprego", disse o líder do governo na Câmara dos Deputados.