Bolsonaro pede anulação da delação de Cid e afastamento de Moraes
Defesa ainda pede julgamento de ex-presidente no plenário do STF
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Advogado de Bolsonaro diz que vai pedir anulação da delação de Mauro Cid. Ele se reuniu com o presidente do STF, Luís Roberto Barroso
Braga Netto pede suspeição de Moraes em denúncia sobre golpe. Principal argumento é o de que o ministro seria alvo direto do complô
Ministro Alexandre de Moraes manteve sigilo de delação premiada.
Para Moraes, colaborador esclareceu contradições apontadas pela PF.
Cid está preso no Batalhão da Polícia do Exército, em Brasília, desde março deste ano, quando foi preso ao prestar depoimento ao Supremo. Na época, a revista Veja publicou áudios em que o militar criticou a atuação de Moraes e da Polícia Federal.
O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, voltou a ser preso ontem (22) por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, após a revista Veja divulgar mensagens de áudio nas quais o militar criticou a atuação do ministro e da PF.
No documento, Eliziane argumenta que um dos desdobramentos mais importantes alcançados pela CPMI foi a vinculação de Mauro Cid com os atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
“Acho que ele está altamente comprometido. A cada dia, vão aparecendo as coisas e, a cada dia, vamos ter certeza de que havia a perspectiva de golpe e que o ex-presidente estava envolvido nela até os dentes. É isso que vai ficar claro", disse.
Antes da decisão do ministro Alexandre de Moraes, a PGR já havia se manifestado contra a delação ao STF, por entender que é do órgão a prerrogativa de fechar esses acordos e que a Polícia Federal (PF) não teria autonomia para negociar benefícios com investigados.