Opositores sugerem alterações a projeto que transfere hospital para policiais militares
Deputados voltaram a criticar a proposta que deve voltar à discussão no Plenário 13 de Maio.
Deputados voltaram a criticar a proposta que deve voltar à discussão no Plenário 13 de Maio.
Esse tema surgiu já durante as discussões sobre a votação da urgência do projeto, e foi considerada pela oposição como um "jabuti", visto que não tem qualquer relação com a criação de um equipamento hospitalar.
Deputados têm levantado a bandeira contra a mudança do regime de funcionamento do equipamento hospitalar
A situação do Hospital tem sido pauta de debates entre deputados de oposição na Assembleia Legislativa
Desde que foi incorporada à rede pública estadual de saúde, a unidade atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o estado, mas a proposta do Estado é transferir o hospital para a estrutura da Polícia Militar. Por isso, na audiência, o MP do Ceará vai discutir possíveis impactos e soluções para a situação, de forma a garantir o direito à saúde e o acesso universal dos pacientes do SUS.
De acordo com ele, os conselheiros de saúde são os responsáveis pela deliberação de políticas públicas de saúde, e o Conselho do Ceará, em sua decisão unânime, diz claramente que é desfavorável à transferência do Hospital do SUS (Sistema Ùnico de Saúde), ou seja, que serve à sociedade geral, para atendimento exclusivo de agentes da PM.
De acordo com eles, para implantar o Hospital Universitário da UECE, o Governo do Estado pretende fechar ao menos duas unidades de Saúde do Estado, o que na avaliação deles prejudicará profissionais, e, principalmente, a população.
Diante disso, a Justiça determinou que o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar se abstenha de nomear Giovanni Gondim Sampaio ou qualquer outra pessoa, por meio de indicação, para o cargo de Diretor Geral do Hospital Regional do Cariri, sob pena de multa de R$ 500.000,00.
Os parlamentares defenderam que essa nomeação seja feita atendendo a critérios técnicos, para evitar a politização dos equipamentos públicos de saúde.
Fizeram parte da comitiva o deputado Felipe Mota (UB), além dos bolsonaristas Alcides Fernandes (PL), Sargento Reginauro (UB), Carmelo Neto (PL), Dra. Silvana e os pedetistas Antônio Henrique (PDT), Cláudio Pinho (PDT) e Queiroz Filho (PDT).