Brasileiros poderiam ter sido vacinados com a CoronaVac ainda em 2020, diz diretor do Butantan à CPI da Covid
Manifestações do presidente Jair Bolsonaro contra a vacina deixaram as negociações “em suspenso” e atrasaram o começo da vacinação no país.
Manifestações do presidente Jair Bolsonaro contra a vacina deixaram as negociações “em suspenso” e atrasaram o começo da vacinação no país.
Segundo Dimas Covas, o acordo do Butantan com o Ministério da Saúde, em outubro de 2020, incorporaria na ocasião 46 milhões de doses de vacinas ao Plano Nacional de Imunização (PNI). Mas a interferência do presidente Bolsonaro vetou o acordo. Ele disse que foi frustrante ouvir as declarações do presidente sobre a CoronaVac e o consequente atraso nas negociações.
Dimas Covas é professor titular de Medicina Clínica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, e em junho de 2020 foi o responsável pelo acordo de colaboração firmado com a farmacêutica chinesa para o desenvolvimento clínico do imunizante anticovid.
Dimas Covas rechaçou a tese de que a quebra de patentes de vacinas, neste momento, ajudaria o Brasil a ter acesso mais rápido às vacinas para COVID-19. ''Eu acredito que não. Pelo contrário, eu acho que a quebra de patentes nesse momento seria um elemento que traria uma dificuldade adicional por vários motivos'', disse.