
Os senadores Omar Aziz e Renan Calheiros foram chamados de palhaços. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada no Senado Federal, voltou a ser atacada por vereadores bolsonaristas durante a sessão plenária desta quinta-feira (24) da Câmara Municipal de Fortaleza. Decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram criticadas.
Carmelo Neto (Republicanos) chamou a Comissão de “CPI do Circo” e reclamou da interferência do STF em outros poderes, o Legislativo, no caso, por obrigar a instalação da Comissão Parlamentar no Senado e ao expedir habeas corpus impedindo a presença de um dos investigados, o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), para depor.
Carmelo pediu respeito às decisões do Poder Legislativo. “O Supremo se mete em tudo que lhe interessa”, pontuou.
“A máscara caiu. Está revoltando as pessoas pelo Brasil. Uma CPI que foi criada apenas para mirar e criar uma narrativa, pois, nessa história toda, não tem verdade e nem fato determinado. O que existem são narrativas querendo, o tempo todo, imputar algo contra o presidente Jair Bolsonaro”, citou o republicano.
Por fim, citou o esforço de Bolsonaro no combate à pandemia da Covid-19 e ainda é chamado de “genocida”.
Julierme Sena (PROS) disse que a Comissão Parlamentar tem um “palhaço”, um “bobo da corte” e o rei, e o povo assiste um espetáculo circense. Sena disse ter desconfiança nos trabalhos do grupo quando o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD/AM), e o relator, Renan Calheiros (MDB/AL), têm esquemas de corrupção envolvendo seus nomes.
Marcelo Lemos (PSL) fez coro a Julierme e rechaçou, também, Aziz e Calheiros.
Oposto
Em contraposição aos críticos, Júlio Brizzi (PDT) ironizou os discursos dos colegas, onde o jus esperneandi (definição jurídica para o ato de espernear) dos oposicionistas foram exercidos.
Ademais, ele citou o esforço retórico para confundir as pessoas quanto às legislações, no caso, a do Senado, que não permite a convocação de governadores para depor em CPIs, limitando apenas em convidá-los.
Veja trecho dos discursos dos vereadores: