
Delegado Cavalcante é presidente da Comissão da Infância e Adolescência da Assembleia Legislativa do Ceará. Foto: Edson Junior Pio/ALECE.
O Projeto de Lei (PL) 263/21, assinado pelo deputado estadual Delegado Cavalcante (PTB), cita que crimes praticados contra a vida de crianças e adolescentes poderão ter prioridade no trâmite de procedimentos investigatórios.
A matéria já tramita na Assembleia Legislativa do Ceará.
A proposição trata da apuração de crimes hediondos, assim considerados e descritos na Lei Federal 8.072/90, e suas eventuais alterações, quando forem praticados contra crianças e adolescentes.
Os procedimentos serão identificados por meio de etiqueta, com os termos “Prioridade – vítima Criança ou Adolescente“, uma forma, segundo o deputado, de dar maior celeridade aos trâmites administrativos.
Cavalcante alega que matéria processual compete não só à União, mas também aos estados e ao Distrito Federal legislar sobre o assunto. “Essa medida é no sentido de trazer para vítimas, seus familiares e sociedade uma resposta mais célere do Poder Público na solução desses casos e controle da criminalidade”, esclarece.
O deputado explica que a proposta consiste na apuração “absoluta” de crimes relacionados ao abuso, tortura, maus tratos, exploração sexual, tráfico e outras formas de violação de direitos de crianças e adolescentes no âmbito do Ceará.
A violência, nessa faixa etária, vem atingindo uma proporção cada vez maior, sobretudo no período de pandemia, como aponta o Conselho Estadual de Defesa da Criança e Adolescente (Cedca), requerendo medidas e políticas mais eficazes para o combate a esse tipo de violência, segundo explica o liberal.
De 2010 a 2020, cerca de 103 mil crianças e adolescentes de até 19 anos de idade morreram vítimas de agressão, como aponta pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), como informa o deputado. “Dados mais inquietantes são de menores de zero a quatros anos de idade. No mesmo período, 2.083 crianças foram mortas por maus-tratos”, revela. O parlamentar lembra a repercussão do caso de Henry, no Rio de Janeiro, torturado pelo seu padrasto.
Com informações da ALECE.