PTB ameaça deixar coligação de Capitão Wagner e pode ir para a disputa isolado
O PTB esperava uma resposta sobre a candidatura ao Senado, mas não obteve resposta.
O PTB esperava uma resposta sobre a candidatura ao Senado, mas não obteve resposta.
Acilon, Bruno e Marta Gonçalves, por sua vez, apesar de qualquer dano que as críticas e ações na Justiça de Wagner e seu grupo possam ter causado em suas carreiras políticas, estarão pedindo votos para eleição do pretenso candidato ao Governo do Estado.
Ao Blog do Edison Silva, Wagner afirmou que busca ainda conversa com o Republicanos, objetivando concluir um arco de aliança com até oito partidos políticos. O candidato ao Senado na bancada oposicionista ainda não foi definido e pode surgir dessa discussão, que vai acontecer nos próximos dias.
UB, PROS, PTB, Avante, Solidariedade e Podemos fazem parte do arco de aliança de Capitão Wagner
Aqui no Ceará, o deputado Capitão Wagner (União Brasil) deu uma entrevista e falou da convenção que homologará seu nome e quanto a aliança com o presidente Jair Bolsonaro (PL). Já o primeiro dos postulantes ao Palácio da Abolição a fazer convenção é Roberto Cláudio (PDT), no próximo domingo (24), em Fortaleza/CE. Ele não ainda tem o companheiro de chapa definido, mas Domingos Filho, presidente estadual do PSD, está certo que o vice de Roberto será ele, que, por sinal, já foi vice de Cid Gomes.
Dificilmente, Wagner fará campanha ao lado do presidente Bolsonaro, o que é defendido por alguns de seus aliados. A base governista no Ceará, porém, deve focar na proximidade entre os dois, assim como foi feito em 2020, quando o opositor disputou a Prefeitura de Fortaleza e foi derrotado no segundo turno. Muitos atribuem parte da derrota ao fato dele ter sido candidato apoiado e alinhado com o bolsonarismo.
A proposta, que foi apresentada no Congresso Nacional pelo deputado cearense Danilo Forte, do UB, tem sido utilizada pelo pré-candidato ao Governo do Estado Capitão Wagner em sua pré-campanha.
Segundo ele, enquanto um lado do espectro político local está brigando por espaços de poder, o grupo oposicionista vem buscando unidade em torno de um projeto com foco na redução da violência e geração de emprego. Segundo ele, nos últimos dias as únicas notícias sobre a aliança governista nos últimos dias diz respeito à disputa entre a governadora Izolda Cela e o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio.
O pré-candidato tem dialogado também com o Podemos, PSD e, mais recentemente, com o Republicanos, que tem sinalizado interesse de retornar para a base governista. O PP, que em nível nacional faz parte da base governista do presidente Jair Bolsonaro, também chegou a ser cortejado por Wagner, mas a tendência é que a sigla permaneça apoiando o grupo de aliados.
A intenção da base aliada no Estado é aproveitar o baixo desempenho eleitoral de Bolsonaro no Ceará e tentar colar a imagem desgastada do presidente da República à de Wagner. A manobra, inclusive, deve ser ampliada no decorrer do pleito eleitoral deste ano.