Lira é deputado federal desde 2011. Aliado político do presidente Jair Bolsonaro, elegeu-se presidente da Câmara dos Deputados neste ano. Foto: Câmara dos Deputados.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta terça-feira (20) três ações de improbidade administrativa movidas contra o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (Progressistas/AL).

Os processos tramitavam na Justiça Federal de Curitiba/PR, no âmbito da chamada Operação Lava Jato. Elas foram movidas pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pelo Ministério Público Federal (MPF).

“Ante todo exposto, em juízo provisório, concedo a liminar para determinar a imediata suspensão das ações de improbidade […] somente com relação aos reclamantes, até o julgamento de mérito desta reclamação. Reitera-se, para todos os efeitos, que estes autos tramitam sob segredo de justiça”, diz a decisão.

Por causa de um dos processos, a Justiça Federal do Paraná bloqueou, em 2017, R$ 10,4 milhões de Arthur Lira e de seu pai, o ex-senador Benedito Lira.

Na ação, os dois são acusados de envolvimento em um suposto esquema de desvio de verbas da Petrobras para custear campanhas eleitorais.

Lira acionou o Supremo depois que a 2ª Turma da Corte arquivou uma denúncia de organização criminosa apresentada pela PGR contra o político e outros três parlamentares.

A decisão da 2ª Turma também beneficiou os deputados Aguinaldo Ribeiro (Progressistas/PB) e Eduardo da Fonte (Progressistas/PE), além do senador Ciro Nogueira (Progressistas/PI), todos investigados pelo suposto desvio na Petrobras.

Com informações do site ConJur.