Presidente do PL Ceará, Carmelo Neto quer sustentar a tese de “perseguição política”. Foto: ALECE

Como esperado, deputados bolsonaristas no Ceará estão usando da narrativa de “perseguição política” para justificarem a denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 33 denunciados. O assunto foi levado por eles na tribuna da Assembleia Legislativa, na manhã desta quarta-feira (19), após ouvirem a comemoração por parte de colegas governistas.

Líder do partido, a deputada Dra. Silvana (PL), assim como a maioria dos bolsonaristas, questionou as provas que comprovem uma tentativa de golpe de Estado dada por Bolsonaro e seus aliados. Ela também fez suspeição sobre o momento da denúncia, que segundo disse, se dá quando o presidente Lula despenca nas pesquisas de popularidade.

Silvana avaliou que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, não está fundamentada na verdade. “É uma narrativa falsa e perversa que está sendo divulgada na imprensa contra o Bolsonaro”.

De acordo com ela, a intenção seria tirar o nome de Jair Bolsonaro da disputa eleitoral em 2026. “A denúncia chega exatamente no momento em que o presidente Lula despenca nas pesquisas de popularidade. Uma denúncia que fala que o Bolsonaro mandou até matar o Lula, sem prova alguma. Cadê as provas?”, questionou.

Para o presidente estadual do partido, Carmelo Neto (PL), Jair Bolsonaro sofre perseguição política para impedi-lo de participar das eleições em 2026. Assim como Silvana, ele enfatizou que a denúncia foi divulgada após sair o levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, que aponta o ex-presidente à frente cinco pontos de Lula na última pesquisa eleitoral divulgada nesta terça.

“O que estamos vendo não é julgamento, mas uma perseguição política escancarada a Bolsonaro, o maior líder de oposição do Brasil. Esse suposto golpe não foi tentado por Bolsonaro, ao contrário, é contra o Bolsonaro”, sustentou. Na avaliação dele, o ex-presidente da República sairá mais fortalecido deste debate.“Sempre que o acusam de algum crime não cometido, o povo enxerga e reconhece Jair Bolsonaro como o líder. Bolsonaro entregou a presidência e nem no Brasil ele estava”.

Alcides Fernandes (PL), por sua vez, preferiu atacar os aliados do presidente Lula. “A esquerda está perplexa porque a popularidade do presidente Lula está caindo a cada dia. O povo nordestino está criando vergonha na cara e não quer mais um condenado como o Lula como presidente”, apontou.