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Em alusão ao Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, celebrado nesta sexta-feira (21), a Justiça Eleitoral se mobiliza para garantir a inclusão e a justiça social por meio da promoção da igualdade racial. Confira algumas das principais ações desenvolvidas pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) em todo o país.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) reuniu representantes de diversas instituições do sistema de Justiça e da administração pública cearenses para o desenvolvimento de ações conjuntas voltadas à promoção da igualdade racial e ao enfrentamento do racismo estrutural.

O encontro teve o objetivo de ampliar o diálogo e a cooperação entre as instituições para impulsionar a implementação da Política de Equidade Racial do TRE-CE. Essa iniciativa estabelece diretrizes para reduzir desigualdades raciais dentro da Justiça Eleitoral, promove medidas afirmativas e garante um ambiente mais inclusivo e representativo.

Canal para denúncias

Visando acolher e tratar rigorosamente ocorrências de racismo, a Ouvidoria do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) inaugurou um canal específico para receber denúncias. O serviço pode ser acessado de forma virtual, pelo Sistema Fala Cidadão, ou presencial, na sede do Regional.

Para registrar manifestação on-line, basta acessar a plataforma, selecionar “Equidade Racial” e escolher a forma de acesso (com ou sem identificação). No primeiro uso, é necessário realizar o cadastro com informações pessoais. Após descrever a denúncia e anexar documentos, se houver, o relato pode ser enviado para análise. A Ouvidoria assegura o sigilo total, garantindo a proteção da identidade e dos dados pessoais do autor da denúncia.

Acesso a julgamentos

Em conformidade com a Resolução nº 589/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) ampliou o acesso ao Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial por meio de QR Code, card eletrônico, link e outras plataformas digitais para facilitar o acesso ao material por suas unidades jurisdicionais.

O protocolo busca promover mudança de postura no sistema de Justiça brasileiro para garantir que juízas e juízes reconheçam e considerem questões raciais, bem como as especificidades dos grupos historicamente discriminados em seus julgamentos.

Com informações do TSE.