Acrísio Sena afirma que o País não está vivendo uma "normalidade democrática" e se diz preocupado com a situação dos mais pobres pós-pandemia - Blog Edison Silva

Acrísio Sena afirma que o País não está vivendo uma “normalidade democrática” e se diz preocupado com a situação dos mais pobres pós-pandemia

O deputado foi vereador de Fortaleza por três mandatos e presidiu a Câmara Municipal no biênio 2011/12. Foto: Reprodução/YouTube.

O deputado estadual Acrísio Sena (PT), que está em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, tem o trabalho junto às comunidades carentes como uma de suas bandeiras de luta. Ele afirma estar trabalhando, por exemplo, no momento, em buscar linhas de crédito para ajudar o pequeno empreendedor.

Ele mantém preocupação com os mais necessitados, principalmente após o fim da pandemia do coronavírus e do fim dos auxílios que os governos Federal e Estadual estão concedendo a essas pessoas.

“Eu venho de um eleitorado muito pobre, de comunidades vulneráveis. Este segmento foi muito atingido pelo coronavírus. Quando acabar este Auxílio Emergencial [pago pelo Governo Federal] nós vamos assistir às formas mais perversas nas comunidades mais pobres de Fortaleza desta realidade que estamos presenciando. E teremos uma dificuldade de voltar à normalidade”, declarou.

Eleições em Fortaleza

Além disto, o parlamentar afirma que o País não vive uma “normalidade democrática”. “Não é razoável nós assistirmos movimentos que querem fechar o Congresso Nacional, pedir a volta do Ato Institucional n° 5 (AI-5) e o fechamento do Supremo [Supremo Tribunal Federal]. Isso não é normalidade. Nós não estamos vivendo numa ditadura militar, mas nós temos vários momentos de tensões e rupturas dessa normalidade. Então, está na ordem do dia a defesa das instituições e da própria democracia”, afirmou.

Para as Eleições Municipais de 2020 em Fortaleza, Acrísio defende uma “união do campo democrático popular”, que englobaria partidos como o PT, PDT, PSB, PCdoB e REDE, para derrotar o candidato bolsonarista, pensando exclusivamente no pleito deste ano e excluindo hipóteses para as Eleições Presidenciais de 2022.

Para isso acontecer, ele defende que o nome do ex-assessor de Relações Institucionais do Governo do Estado, Nelson Martins, que é filiado ao PT, seria ideal para esta “costura política”, mesmo tendo a direção do PT de Fortaleza oficializado Luizianne Lins para a disputa.

“Pode ser perfeitamente o nome da Luizianne. A tese da candidatura dela é ‘vamos empurrar o partido para o isolamento?’. Vamos deixar a principal liderança do partido, que é o governador Camilo Santana, à margem? São essas perguntas que temos de fazer para poder mostrar que o PT precisa, neste momento, ter um entendimento que é necessário fazer essas construções em prol da cidade”, disse o parlamentar.

Confira a entrevista completa de Acrísio Sena ao jornalista Edison Silva:

 

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