Petista apresenta mais uma moção de repúdio às falas do presidente Jair Bolsonaro - Blog Edison Silva

Petista apresenta mais uma moção de repúdio às falas do presidente Jair Bolsonaro

Vereadora reclamou das insinuações do presidente Bolsonaro para a jornalista da Folha de São Paulo. Foto: CMFor.

A vereadora Larissa Gaspar (PT) criticou os ataques desferidos pelo chefe do Executivo Federal contra a jornalista da Folha de São Paulo, Patrícia Campos Mello. A parlamentar protocolou requerimento que solicita moção de repúdio ao presidente Jair Bolsonaro e pediu o apoio dos demais vereadores.

O vereador Eron Moreira (PP) já havia solicitado de seus pares moção de repúdio contra Bolsonaro pelas falas desferidas por ele contra as pessoas em tratamento de HIV no País. Na ocasião, o presidente argumentou que essas pessoas traziam prejuízo para o Brasil. Na Assembleia Legislativa, Acrísio Sena (PT), também se posicionou contrário ao chefe do Governo Federal pelo mesmo motivo.

Frentes parlamentares no Ceará repudiam fala do presidente Bolsonaro sobre os custos do tratamento de HIV para o País

A vereadora Larissa Gaspar afirmou que o presidente Jair Bolsonaro não tem tido conduta adequada ao cargo para o qual foi eleito. Ela chegou a destacar a possibilidade de impeachment por quebra de decoro. “Isso não é atitude que se espera de um presidente, que coleciona ações machistas, desrespeita e inferioriza as mulheres, além de frequentemente debochar da imprensa brasileira”, protestou.

Ao final de seu pronunciamento, Larissa Gaspar parabenizou a todos os grupos de mulheres que se levantaram em diversas instituições e empresas do Brasil para dizer que não aceitam ser desrespeitadas pelo presidente.

Entenda o caso

Durante a manhã da última terça-feira, 18, Jair Bolsonaro questionou, com insinuação de caráter sexual, a atuação da jornalista da Folha em reportagens que investigam o disparo massivo de mensagens durante a campanha eleitoral. “Ela queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço para mim”, disse o presidente.

O posicionamento de Bolsonaro ocorreu dias depois do episódio em que o ex-funcionário da empresa de marketing Yacows, Hans River, afirmou à CPI das Fake News que a mesma jornalista teria se insinuado para obter informações.

Deixe uma resposta