Do alerta de 2025 ao cenário de 2026 – Israel França
Por isso, para mim, o rompimento de Cid com o PT não é um raio em céu azul, mas o desfecho lógico de um ciclo em que parte da direção petista no Ceará terceirizou o conflito político a figuras que nunca romperam com a lógica tradicional do mandonismo local. Vejo a tensão que explodiu em torno da presidência da Assembleia Legislativa, quando Cid se sentiu alijado da decisão que levou Fernando Santana ao comando da Casa, como a prova viva da fragilidade de um acordo em que o peso real do PT foi sistematicamente subestimado em nome da “governabilidade”.