Para Audic, lideranças das associações ficaram desmoralizadas após aceitarem acordo e depois mudarem de ideia. Foto: ALECE.

Novamente a questão envolvendo negociações sobre o reajuste salarial para policiais tomou conta da sessão da Assembleia Legislativa do Ceará na manhã desta quarta-feira (19). Uma proposta feita pelo deputado Audic Mota (PSB) diferenciou-se dos demais embates, na busca por uma pacificação nos discursos e pela possibilidade de renegociação dos termos do reajuste: a renúncia coletiva dos dirigente das associações da Polícia Militar do Ceará.

Para o Audic, não há mais como dialogar com a categoria, uma vez que seus representantes foram desmoralizados pela própria tropa por não aceitarem o que foi acordado em reunião de negociação. “Tivemos uma ação de diálogo que buscou uma solução e exigiu um grande esforço financeiro por parte do Governo. Quem fez esse acordo se disse representante da tropa, mas, ainda assim, estamos assistindo a um movimento paredista”, avaliou.

Audic Mota aconselhou as tropas a elegeram novas lideranças e suspenderem o movimento. “Suspendam esse movimento que é ilegal e inconstitucional. Temos que buscar uma solução dentro desses R$ 500 milhões oferecidos”, ponderou. Para ele, com novas lideranças, é possível que o governo possa confiar novamente em negociar com a categoria. “O governo só pode sentar em mesa de negociação se todo esse pessoal renuncie e façam novas eleições”, concluiu.

A sugestão de Audic foi endossada pelo deputado Leonardo Araújo (MDB).