O juiz Sergio Moro, ao aceitar convite para assumir o Ministério da Justiça do governo Jair Bolsonaro, a partir de janeiro próximo, vai fazer o caminho inverso do que fizera o ministro aposentado Francisco Rezek. Ele deixa a magistratura para ingressar no Poder Executivo com a expectativa de chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Rezek deixou o Supremo para servir ao governo Collor de Melo entre 15 de março de 1990 a 13 de abril de 1992, quando voltou à Corte Suprema. É um caso inédito de um ministro do Supremo deixar e voltar ao cargo.
Agência Brasil – 01/11 – O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse hoje (01/11) que o juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, e futuro ministro da Justiça terá “total liberdade” e “meios” para escolher sua equipe, inclusive o nome para comandar a Polícia Federal. Segundo ele, Moro participará do governo de transição, mas antes vai tirar férias.
“Quem ganha é o governo Bolsonaro. Quem ganha é o Brasil”, disse o presidente eleito a emissoras católicas de televisão, logo após confirmação do nome de Moro para o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Moro passou a manhã com Bolsonaro, na casa dele, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Segundo o presidente eleito, conversaram muito e concordaram em “100%” dos temas tratados. De acordo com ele, o juiz garantiu que os processos relativos à Operação Lava Jato não serão abandonados. “Ele me disse que a Lava Jato não será esquecida”, disse o presidente eleito.
Bolsonaro disse que Moro centralizará os esforços no combate à corrupção e ao crime organizado.
Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Instituto Rio Branco.