Aliados de Bolsonaro no Ceará acreditam em mudança da decisão nos próximos meses. Foto: Reprodução/Instagram

Políticos cearenses aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acreditam que a situação do líder do bolsonarismo no Brasil possa ser amenizada com aprovação de anistia irrestrita para os acusados da trama golpista. Os bolsonaristas do Estado apostam, ainda,em recursos ao pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a situação dele e de seus aliados que foram condenados pela Primeira Turma da Suprema Corte.

“O jogo não acabou. A fase ruim vai passar! Essa tirania não será eterna”, disse o deputado federal André Fernandes (PL-CE), principal nome do bolsonarismo no Ceará. Fernandes também publicou em suas redes sociais que o objetivo da ação contra o ex-presidente seria matá-lo.

Líder do PL na Assembleia Legislativa do Estado, a deputada Dra. Silvana (PL) disse que “ainda não acabou”, esperançosa de que o Congresso Nacional vai votar anistia irrestrita para todos os condenados, que segundo disse foram “injustiçados”. “Aprendemos com o Apóstolo Paulo no cárcere, quando ele dizia ‘estou aprisionado, mas minha mensagem está livre e vai alcançar muitos corações'”.

“Bolsonaro também é uma ideia, e o conservadorismo é essa ideia de liberdade”, defendeu Dra Silvana. O deputado federal Dr. Jaziel (PL-CE) corroborou com a parlamentar, afirmando estar preocupado com a situção, pois segundo ele “a Constituição foi rasgada por quem deveria ser seu guardião”. “Homens e mulheres, patriotas, estão sendo condenados sem medida, em um dos julgamentos mais cruéis desse tempo moderno. É uma injustiça o que estão fazendo com essas pessoas”, lamentou.

Eduardo Girão (NOVO), por sua vez, se solidarizou com o ex-presidente Jair Bolsonaro e com os ex-ministros Anderson Torres, Heleno, Braga Netto, Paulo Sérgio, Garnier e o deputado Alexandre Ramagem. “Clássicos presos políticos deste país em pleno século XXI. Tudo passa, e todos sairão, o quanto antes, mais fortes  e ainda mais missionários, pois o tempo é o senor da razão”, pontuou.

Perseguição

Já Carmelo Neto (PL) destacou que a condenação de Jair Bolsonaro não se deu por corrupção ou lavagem de dinheiro, mas por um golpe, que na avaliação dele, não existiu. “Isso não é justiça, é perseguição. Tudo para tirar Bolsonaro das eleições de 2026”, afirmou o dirigente. “Se a decisão não é unânime, cabem embargos infringentes para levar a decisão ao plenário. É a maior perseguição que este País já viu”.