
Somente cinco deputados registraram presença no Plenário 13 de Maio. Foto: Blog do Edison Silva
A sessão ordinária da Assembleia Legislativa durou pouco mais de meia hora nesta quinta-feira (14), contando com apenas um orador na tribuna. A bancada de oposição lamentou o esvaziamento do Plenário 13 de Maio e apontou a existência de uma possível “manobra” para evitar críticas à gestão do governador Elmano de Freitas.
O único orador do dia foi o deputado Almir Bié (PP), que usou a tribuna por pouco mais de 10 minutos. Logo em seguida, o deputado Pedro Lobo (PT) solícitos verificação de quórum. Presidente da plenária, o deputado De Assis Diniz (PT) aguardou o registro de presença de seus pares, totalizando após esse tempo nove presenças, sendo cinco no Plenário 13 de Maio e quatro por videoconferência.
Registraram presença no Plenário os deputados De Assis Diniz, Pedro Lobo, Antônio Henrique (PDT), Alcides Fernandes (PL) e Pedro Matos (Avante). Pouco mais de meia hora de sua abertura, a sessão foi levantada por falta do número mínimo de presenças, que é de 16 parlamentares.
Deputados de oposição ouvidos pela reportagem lamentaram a falta de governistas presentes e apontaram uma manobra pra evitar a plenária do dia. Segundo eles, a situação de crimes contra crianças e adolescente e as manifestações de agentes de saúde contra o Governo do Estado entrariam na pauta de debates. Três parlamentares da oposição estavam cotados para se pronunciar: Alcides Fernandes, Antônio Henrique e Cláudio Pinho (PDT). Eles esperam que na próxima terça-feira (19) possam fazer o uso da palavra.
“É de total interesse da população que se tenha debate nas sessões. Aqui é Casa para discutir esses assuntos, e estamos aqui sem deputados para debater os anseios da população”, lamentou o deputado David Vasconcelos (PL). “A manobra é feita para abafar a situação, Mas esses assuntos serão tocados. Vamos falar tudo na tribuna”, disse.
O deputado Queiroz Filho (PDT) disse não ter entendido o que motivou a ausência dos deputados da base governista, que é ampla maioria na Casa. Ele lembrou que quatro mensagens do Poder Executivo estavam na pauta de votação e que estranhou que muitos parlamentares tenham se ausentado à plenária.
No entanto, afirmou ser comum “manobras” para derrubar sessões quando essas não são de interesse do Governo. O parlamentar disse que a Mesa Diretora acertou ao definir que as quartas-feiras sejam feitas 100% de forma presencial e lembrou que os inscritos da sessão desta quinta-feira podem usar o tempo de falas na próxima semana.
Ele também reclamou dos constantes pedidos de regime de urgência para matérias do Poder Executivo e lamentou que as galerias do Plenário 13 de Maio ainda não tenham sido abertas para a população. “Eu vi uma postagem do presidente que seriam abertas em breve. É único lugar que a população pode cobrar. O regime de urgência impede a melhoria dessas propostas. Muitas vezes vem para cá um monte de lei corrigindo leis aprovadas já por esse Governo. Não tem resultado para mostrar e tem medo da oposição”, disparou.