Acrísio Sena defende que o presidente Lula tome a dianteira das discussões nacionais junto ao Congresso. Foto: Blog do Edison Silva

O Governo Federal em falhado em sua articulação política e precisa repensar a forma como vem dialogando com o Congresso Nacional. Essa é a avaliação do deputado Acrísio Sena (PT), que defendeu ainda uma maior participação direta do presidente Lula no debate com os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Segundo ele, as derrotas recentes da gestão no Congresso demonstram falhas na articulação política, destacando que, apesar do empenho dos líderes, dentre eles o deputado cearense José Guimarães (PT), o presidente da República deveria ter assumido a dianteira para evitar, por exemplo, a derrubada de vetos em propostas de interesse do Governo Federal. “O (ministro da Fazenda Fernando) Haddad não daria conta sozinho. É uma derrota para o Governo e para a Nação”, disse.

“O Governo precisa repensar a sua articulação política.Não tem como terceirizar. Ou o Lula se dispõe a enfrentar o debate político, ou essa será a realidade sucessiva no Congresso Nacional. Só tem um líder capaz de discutir isso de igual para igual. É o presidente Lula, com os presidentes do Senado e da Câmara”, afirmou Acrísio Sena.

Ainda de acordo com ele, o “cabo de guerra” entre os dois poderes não interessa a ninguém. O petista destaca que onde há diálogo e articulação em prol da população todos ganham. No entanto, na avaliação dele, “o Congresso Nacional marco um grande gol contra”.

“O Congresso está trabalhando uma pauta de interesse da Nação? O que foi feito recentemente termina por prejudicar os mais pobres. O presidente Lula queria isentar a conta de luz para as famílias em situação de vulnerabilidade social. O Congresso foi lá e vetou”, pontuou.

Bancada

Acrísio também se posicionou sobre a derrubada do Imposto sobre Operação Financeira (IOF), que em sua avaliação, serviria para taxar os bancos. Na visão dele, o Congresso Nacional vetou por “estar ao lado dos banqueiros, da Faria Lima, do sistema financeiro”. “Era esse IOF que iria garantir a isenção do Imposto de Renda e iria beneficiar muitas pessoas. De que lado está o Congresso Nacional? Será que é um Congresso que está em consonância com a Nação?”, questionou.

Ele também lamentou que a maioria da bancada cearense tenha apoiado a decisão da maioria do Congresso Nacional, com exceção da bancada petista e duas abstenções. “17 votaram pelo veto. São partidos que têm ministérios estratégicos dentro do Governo. Quando é para atender a população mais pobre, o discurso é que o Governo está gastando muito. Quando é para atender o setor rico, é porque estamos chegando ao superávit primário”.