Ex-vice-líder do Governo Sarto, o vereador Léo Couto é um dos principais opositores do prefeito na Câmara de Fortaleza. Foto: CMFor

Após o novo estilo utilizado pelo prefeito SArto viralizar nas redes sociais, a oposição se posicionou com críticas à mudança no comportamento do chefe do Poder Executivo Municipal. Um dos principais opositores na Câmara de Fortaleza, Léo Couto (PSB) afirmou que Sarto copia o prefeito de Recife, João Campos, do PSB, destacando, porém, que a capital pernambucana tem mais a inspirar e copiar do que “um simples óculos”.

Ele publicou em suas redes sociais vídeo em que Campos afirma não querer recurso em troca do serviços de catadores de resíduos sólidos, enquanto que em Fortaleza houve arrecadação de mais de R$ 161 milhões na chamada taxa de lixo. Também mostrou imagens do prefeito de Recife duplicando o número de creches, com notícias locais de mães em busca de vagas nos centros de educação infantil de Fortaleza.

“João Campos tem muito mais a inspirar, e até mesmo copiar do que um óculos. Fazer política é pensar realmente nos anseios da população, passar quatro anos trabalhando pela necessidade do nosso povo. Marketing político pode até viralizar, mas não muda a realidade pelo qual nossa população vem sofrendo nos últimos anos”, disse.

O parlamentar também cobra da Prefeitura a implementação de leis que versam sobre a segurança e acessibilidade, que foram aprovadas na Câmara Municipal de Fortaleza, mas nunca chegaram a ser implantadas. Uma delas trata da instituição da Área de Proteção ao Ciclista de Competição (APCC).

Sancionada em 2022, a Lei Municipal 11.279 ainda não foi implementada,que busca promover um ambiente seguro para ciclistas de competição e fortalecer a convivência harmoniosa entre veículos e bicicletas, especialmente durante os treinos.

Outra institui o Selo Acessibilidade na capital. Essa lei visa incentivar estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo a proporcionarem condições de acessibilidade, seja em prédios, transportes ou até nos meios digitais.“Não podemos permitir que leis importantes fiquem apenas no papel. Precisamos de ação para transformar Fortaleza em uma cidade mais segura e inclusiva”, reclamou.