
Há cerca de um mês o deputado Fernando Santana protocolou pedido de CPI da Enel, com a assinatura de todos os parlamentares da Casa. Foto: ALCE
Os deputados da Assembleia Legislativa voltaram a criticar, na manhã desta quarta-feira (29), os serviços prestados pela empresa Enel. Apesar das recorrentes críticas feitas pelos parlamentares, o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), protocolado na Casa há mais de um mês, ainda não foi analisado pela Mesa Diretora.
Essa tem sido uma pauta que tem unido base governista e oposição. O pedido de CPI, inclusive, foi assinado pelos 46 parlamentares da Casa Legislativa. Em seu pronunciamento, Guilherme Landim (PDT) solicitou maior rigidez por parte do Judiciário cearense em relação aos abusos cometidos pela Enel Distribuidora de Energia.
“Essa empresa só atrapalha o desenvolvimento do nosso Estado, com seu péssimo serviço e destrato à população. Mas, atualmente, até a lei ela desrespeita, quando não obedece a decisões judiciais e isso não pode ser aceito”, reclamou Landim
Guilherme Landim relatou ainda alguns casos de falta de compromisso por parte da distribuidora de energia em vários municípios cearenses. Ele lamentou que liminares proferidas pelo Judiciário não estejam surtindo efeito e pediu medidas mais enérgicas contra a empresa.
Cláudio Pinho (PDT) classificou o pronunciamento do colega como um desabafo e uma cobrança em nome de todos os cearenses. Para Renato Roseno (PSOL), os serviços essenciais não podem estar submetidos à lógica da lucratividade. “Entrei aqui em 2015 e fizemos uma movimentação para um decreto legislativo, com o intuito de convocar um plebiscito para que a sociedade decidisse se quer continuar com esse modelo”, lembrou.
Acordos
Almir Bié (Progressistas) concordou que a situação não podia continuar como estava e apontou omissão por parte da Aneel. Jeová Mota (PDT), por sua vez, pediu que o Judiciário colocasse a Enel “no seu devido lugar”, pelo não cumprimento de acordos, cobranças indevidas e quedas de energia.
O deputado Sargento Reginauro (UB) afirmou que a sensação que o cidadão cearense tem é que o poder público perdeu a razão de existir. Já Missias Dias (PT) defendeu a necessidade de tomar as providências necessárias para que a empresa não cause mais sofrimento à população.