
Para o deputado, cerca de 1,5 milhão de estudantes devem ser prejudicados com a medida. Foto: ALCE
A informação de que o Governo Bolsonaro teria reduzido o orçamento para a Educação motivou críticas por parte do deputado Acrísio Sena (PT), durante sessão ordinária desta quinta-feira (06). Segundo o petista, o contingenciamento anunciado deve impactar ao menos 1,5 milhão de estudantes e outros 80 mil servidores que atuam nas Universidades Federais do Ceará e do Cariri, no Instituto Federal do Ceará e Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, a Unilab.
“Esse novo corte, que aqui no Ceará equivale a R$ 147 milhões, se somados ao cancelamento ocorrido em junho, totalizam mais de R$ 300 milhões em recursos que seriam destinados às instituições federais de ensino -e, nesse contexto, quem perde é o estudante e a produção de conhecimento”, disse.
Acrísio Sena explicou que os cortes impactam, além das bolsas estudantis, no transporte, alimentação, acesso à internet, além da limpeza e segurança das universidades. Segundo ele, o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica já se manifestou, reiterando a urgência da reposição desses recursos, sob o risco de a rede federal ter seu funcionamento comprometido.
O parlamentar reforçou ainda que o governo Jair Bolsonaro tem como missão “desmontar” a Educação brasileira. “Nenhuma nação se desenvolve sem conhecimento técnico e científico. Mas, para Bolsonaro, isso não serve. Bastam o ódio, a intolerância e o fanatismo para que seu governo se perpetue”, frisou, ressaltando que esses recursos contingenciados serão redirecionados para “fins eleitoreiros.
Ele defendeu que estudantes, professores e servidores vão às ruas se manifestar contra o desmonte, assim como os representantes cearenses da Câmara e Senado Federal, a fim de barrar o decreto. “Esse decreto é resultado do desespero do presidente por perceber a possibilidade real de perder as eleições, justo ao final do exercício financeiro, mas o povo brasileiro não é bobo e vamos superar esse momento”.