
Imagem da matéria do jornal O Globo.
Uma extensa reportagem publicada na edição deste sábado (19) do jornal O Globo, diz que o deputado federal Capitão Wagner (PROS), como presidente do diretório do União Brasil no Ceará, partido nascido da fusão do PSL com o DEM, está sendo procurado pelos presidenciáveis Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, e Sergio Moro (Podemos).
Nesta semana, em publicação nas suas redes sociais, o deputado Capitão Wagner publicou informação que estava autorizado pela direção nacional do novo partido a filiar eleitores cearenses à sigla.
Ele deixou claro que já está controlando a agremiação e que sua filiação acontecerá no mês de março, quando os deputados podem trocar de agremiação sem sofrer as consequências impostas pela Lei da Fidelidade Partidária.
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Segundo o jornal carioca, “Dentre os dez estados em que o União Brasil prepara candidaturas ao governo, em metade há disputas envolvendo Bolsonaro e Moro para subir nos palanques da nova sigla. No Nordeste, ambos disputam os apoios de Capitão Wagner do Ceará, de Miguel Coelho em Pernambuco e de ACM Neto na Bahia. Enquanto Moro busca uma coligação, com a possibilidade de Bivar indicar seu vice na chapa presidencial, Bolsonaro aposta no fato de parlamentares do PSL e do DEM integrarem a base do governo, e também na reprodução da polarização com Lula, nos estados em que candidatos do União Brasil rivalizam com nomes do PT”.
No Ceará, prossegue o texto do jornal O Globo: “Bolsonaro foi acompanhado por Capitão Wagner no último dia 8 ao visitar uma das obras da transposição (de águas) do Rio São Francisco. Moro, que promoveu agendas com produtores rurais, empresários e pastores em Fortaleza, na mesma semana, participou também de um jantar com o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, que é aliado de Wagner, trocará o PSDB pela nova sigla. O estado também foi um dos epicentros da disputa entre DEM e PSL pelo comando de diretórios estaduais. Wagner, que ainda é filiado ao PROS, filiou correligionários ao PSL para garantir o controle do diretório, numa queda de braço com o senador Chiquinho Feitosa (DEM-CE), que é próximo ao grupo do presidenciável Ciro Gomes (PDT)”.