
Para Luciano Girão, escolas deveriam ser os últimos equipamentos a serem fechados e os primeiros a abrir. Foto: CMFor.
O retorno das aulas presenciais em Fortaleza deve ser iniciado a partir do dia 8 de setembro, mas vereadores da Câmara Municipal defendem que a medida seja antecipada, visto as perdas educacionais que os alunos da rede pública estão sofrendo, depois de mais de um ano longe das escolas.
Os membros da Comissão de Educação devem visitar os equipamentos públicos, a partir da próxima semana para verificar a situação dos espaços para recebimento dos estudantes.
“Desde o dia 20 de março as aulas acontecem de forma remota. O prejuízo que estamos tendo na educação é enorme”, disse o vereador Luciano Girão (PSD), ressaltando que estudos dão conta de que o déficit para a área é de mais de 10 anos. “Urge o retorno das aulas da rede pública de ensino. Por que os filhos das pessoas menos favorecidas não podem voltar às aulas de forma presencial e evitar a evasão escolar?”, questionou.
Para ele, as aulas da rede municipal de ensino não deveriam ser retomadas a partir do dia 8 de setembro, mas até essa data. “Algumas escolas já reúnem todas as condições para voltar logo. Claro, observando todas as condições sanitárias. Inclusive com o corpo de professores e corpo técnico das escolas já vacinados.
O parlamentar defendeu, ainda, que aqueles alunos que não se sintam seguros para retorno para as aulas presenciais, sejam liberados para o modelo híbrido. “Continuo acreditando que as escolas devem ser as últimas a fecharem e as primeiras a abrirem”.
Presidente da Comissão de Educação, o vereador Professor Enilson (Cidadania), afirmou que convocou os membros do colegiado para visitarem algumas escolas e verificar a aplicação dos protocolos de segurança sanitária. Segundo ele, além do prejuízo na educação, outro problema que deve ser levado em consideração diz respeito ao déficit psicológico.
Segundo Professor Enilson, até o dia 20 de setembro ao menos 120 mil alunos da rede pública de Fortaleza já estarão tendo aulas presenciais, conforme anunciado pela secretária de Educação, Dalila Saldanha.
“A secretária me falou que hoje existe uma relação com a Secretaria de Saúde e a a cada confirmação de Covid, dá para saber se existe um aluno da rede de ensino que será afastado e entrará em quarentena”, afirmou.