Cláudio Pinho foi o representante da oposição a fazer uso da tribuna na manhã desta quinta-feira (05). Foto: ALECE

Usando a tribuna do Plenário 13 de Maio, na manhã desta quinta-feira (05), o deputado Cláudio Pinho (PDT) destacou os últimos passos feitos pela oposição em busca de uma maior unidade. Ainda em seu pronunciamento, o parlamentar voltou a reclamar de um estado de subserviência da Assembleia Legislativa quanto ao Poder Executivo.

De acordo com ele, é preciso se debruçar mais sobre um debate propositivo do Parlamento cearense sobre matérias do Governo do Estado. “A Casa está deixando de fazer o debate, de conversar com a sociedade, quando o assunto pode desagradar aos interesses do Estado”, acusou.

“Primeiro, a Casa não aprovou uma audiência pública para discutir a transferência do Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar para gestão da Polícia Militar. Aí vai o Ministério Público e faz a audiência pública. No dia em que ia ser colocado em discussão e votação, o requerimento do deputado Heitor Férrer (União), que pedia uma audiência para discutir a situação da Uece, competência da comissão que eu presido, esvaziaram a comissão. Vai o MP e faz uma audiência pública para fazer o que essa Casa se furta a fazer”, apontou Pinho.

Ele ainda destacou que votou no atual presidente da Mesa Diretora, Romeu Aldigueri (PSB),  pois foi prometido a abertura das galerias do Plenário 13 de Maio para participação da população, além de uma maior discussão sobre emendas impositivas. As falas do pedetista geraram incômodo em parlamentares da base governista. De Assis Diniz (PT) chegou a repreender o que foi dito por Pinho, que voltou a tribuna para explicar o que quis dizer.

Ele voltou a destacar a realização do chamado “café da oposição”, que nesta semana reuniu Roberto Cláudio e Capitão Wagner, para anúncio de filiação do primeiro no União Brasil. Segundo o deputado, a unidade do grupo visa “trazer esperança para os cearenses”. Segundo disse,  aliados ao Governo querem tirar a credibilidade da oposição pelas pessoas que estão na aliança,  destacando que a democracia é feita com diálogo e com ideias, e que o opositor de hoje pode ser o aliado de amanhã.

Ele também defendeu a constituição de uma frente parlamentar para acompanhar as demandas e a aplicação de investimentos direcionados à Universidade Estadual do Ceará (Uece). Em sua avaliação, é necessário acompanhar de perto os investimentos na universidade, pois o discurso do Poder Executivo não estaria batendo com o que acontece na prática.

Repasses

Cláudio Pinho lembrou que o reitor da Uece afirmou não ter orçamento próprio para realizar ações importantes, “dependendo completamente dos repasses do Governo Estadual”. “Talvez essas pessoas que hoje estão no Governo sejam as que mais defenderam no passado a autonomia das universidades. O mundo gira”.

Sargento Reginauro (União) corroborou com as falas do colega, destacando a necessidade da realização de audiências públicas e convocações de autoridades para dar explicações quando necessário. Conforme informou, o Ceará não tem motivos para comemorar sobre a redução da criminalidade. “São reduções pontuais. O cearense está se sentindo mais seguro?”, questionou.