Sarto ao lado de dirigentes, vereadores e deputados durante coletiva de imprensa. Foto: Divulgação

O prefeito Sarto, candidato à reeleição no pleito deste ano, reuniu a bancada de vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza, e membros da executiva estadual do PDT, seu partido, para criticar decisão da Justiça Eleitoral quanto à proibição de impulsionamento de conteúdo nas redes sociais. Segundo ele, há uma tentativa de censura contra a sua campanha no veredito judicial, que ele apontou como “arbitrária”.

O chefe do Poder Executivo  recorreu da decisão judicial e aponta que o candidato petista Evandro Leitão promoveu o mesmo tipo de material, mas não recebeu a mesma condenação. Para Sarto, essa é uma medida extrema, que em sua avaliação, “fere o equilíbrio das eleições”.

“Essa é uma atitude que provoca desequilíbrio entre as campanhas. O nosso departamento jurídico já está tomando todas as providências cabíveis, mas é uma tentativa de censura com relação à nossa campanha. A argumentação é que está sendo divulgado material com propaganda negativa, e o que eles classificam é o fato do candidato do PT ter dito, pela primeira vez, que apoiou a CPI (do Narcotráfico), mas a versão anterior é que ele não apoiava a CPI por ter medo de investigar o crime organizado”, afirmou.

Ele ressaltou que sua candidatura está cumprindo todas as determinações da Justiça Eleitoral, por isso considera a penalidade desproporcional. “Nós temos quatro representações sobre 17 conteúdos que se traduzem em R$ 181 mil, quase três vezes o nosso investimento. No nosso caso, ele não está pedindo apenas para retirar esse conteúdo, está proibindo impulsionamento, então é uma decisão que é completamente arbitrária e num momento crucial da campanha, na reta final”.

Publicações

No domingo passado, o desembargador eleitoral do Ceará Luciano Nunes Maia Freire a candidatura do prefeito Sarto de realizar qualquer impulsionamento nas redes sociais. A decisão recai sobre publicações com teor de exaltação pessoal e com críticas a adversários. Isso se dá pelo fato de o postulante, na visão do magistrado, ter, reiteradamente, desrespeitado a regra e impulsionado material negativo contra seus concorrentes.

Presidente do PDT de Fortaleza, o ex-prefeito Roberto Cláudio corroborou com o candidato, afirmando que a decisão foi “desproporcional”. Ele também demonstrou preocupação com a sentença na propaganda de Sarto na televisão. Na sua avaliação, a legislação vigente já prevê a remoção do conteúdo e o direito de resposta.