Paulo Guedes, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco. Foto: Câmara dos Deputados.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP/AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, reafirmaram as votações da agenda econômica e de combate à pandemia. Eles se reuniram nesta quinta-feira (18) com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o ministro da Secretaria de Governo, general Ramos, para tratar da pauta econômica e do retorno do auxílio emergencial.

Após a prisão do deputado Daniel Silveira (PSL/RJ), especulou-se que as votações no Legislativo pudessem ser atrasadas em razão de uma possível crise política. Lira afirmou que, mesmo com todos os problemas, as pautas traçadas pelo Governo Federal, pela Câmara e pelo Senado estão mantidas.

“Vamos continuar tratar dos assuntos importantes para o Brasil, como as propostas de emenda à Constituição (PECs) que tramitam na Câmara e no Senado, como as vacinas e o combate à pandemia. Todos os outros assuntos são laterais”, disse Lira. “Nossa democracia é caracterizada pela firmeza das instituições”, acrescentou.

Rodrigo Pacheco afirmou que, na próxima semana, o Senado vai discutir a PEC Emergencial. Ele sinalizou que o relator do texto, senado Márcio Bittar, irá apresentar o voto nos próximos dias com uma cláusula que vai permitir a implementação do auxílio emergencial.

“Ficou ajustado que, dentre muitos [projetos] que vamos pautar na semana que vem, será pautada a PEC Emergencial. O parecer será apresentado pelo senador Marcio Bittar até segunda-feira (22). A aprovação pelo Senado permitirá, através de uma cláusula de orçamento de guerra, uma cláusula de calamidade, que se possa ter a brecha necessária para implantar o auxílio emergencial” disse Pacheco.

Afirmou ainda que a aprovação da PEC Emergencial não é uma “condição para a implantação do auxilio emergencial”. Mas salientou que a votação da matéria funciona “como sinalização política” de que Senado e Câmara “têm responsabilidade fiscal”.

Fonte: Câmara dos Deputados e Senado Federal.