Chico Lopes foi o último deputado federal eleito pelo PCdoB do Ceará, em 2014. Foto: Divulgação.

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) no Ceará tem como meta para 2022 manter as duas vagas que possui atualmente na Assembleia Legislativa e retomar uma cadeira na Câmara Federal.

De acordo com o presidente estadual da sigla, Luis Carlos Paes, desde o ano passado a legenda vem se preparando para alcançar o objetivo. No entanto, tem pela frente alguns obstáculos como a chamada cláusula de desempenho e o fim das coligações proporcionais, que impedem a sigla de se alinhar com outras agremiações visando espaços no Legislativo.

“Estamos nos preparando desde o ano passado. É bom ressaltar, em primeiro lugar, que continuamos lutando contra estes dois institutos antidemocráticos da cláusula de barreira e da proibição de coligações proporcionais, o que é um contrassenso na medida em que se permite a coligação majoritária”, disse o dirigente.

De acordo com ele, ainda podem ocorrer mudanças na legislação eleitoral vigente até o início de outubro próximo.

De qualquer forma, o partido vem se preparando para a possibilidade de não ocorrer qualquer mudança. “Estamos construindo chapas próprias para federal e estadual. Já temos vários quadros do partido definidos e estamos conversando com lideranças de nosso campo democrático e progressista com objetivo de se filiarem e serem candidatos por nossa legenda”, afirmou Paes.

Ainda de acordo com ele, há um olhar especial para o desenvolvimento do quadro político nacional que, em sua avaliação, pode impactar as decisões locais. Em qualquer situação, porém, o objetivo do PCdoB é recuperar a cadeira que possuía na Câmara Federal, e manter as duas vagas na Assembleia Legislativa do Ceará, atualmente, utilizadas por Carlos Felipe e Augusta Brito.

A última vez em que o PCdoB elegeu um membro para a Câmara Federal foi em 2014, quando reelegeu Chico Lopes, com pouco mais de 80 mil votos, ficando em último lugar entre os eleitos. O partido passou 28 anos elegendo quadros para a Casa Legislativa, iniciando o processo de eleições e reeleições em 1994, quando Inácio Arruda foi eleito deputado federal pela sigla.

De acordo com Paes, a “maré bolsonarista reacionária” e alguns problemas internos na construção do projeto impediram a sigla de manter a vaga em 2018. No pleito municipal do ano passado, o partido também perdeu o único assento que tinha na Câmara Municipal de Fortaleza.

Ainda visando o pleito eleitoral de 2022, o presidente do partido afirmou que para a disputa majoritária, o PCdoB analisa a possibilidade de lançar um pré-candidato ao Governo do Estado, o que só deve ser definido nos próximos meses.