Durante visita ao Brasil, delegações africanas definem a integração de dados do CadÚnico como um bom exemplo de proteção. Fonte:Agência gov

“O que mais me impressionou foi o Cadastro Único. Acredito que vamos levar conosco algumas experiências muito boas e positivas que vão ajudar naquilo que nós estamos a fazer como desenho de ter um cadastro a nível da Proteção Social Básica em Moçambique”, destacou Gloria.

Durante uma semana, delegações de Gabão, Gâmbia, Guiné, Maláui, Mali, Moçambique e Marrocos estiveram em Brasília para a troca de experiências entre os países no âmbito da proteção social. O encontro foi realizado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com o Banco Mundial.

A programação foi composta por reuniões técnicas sobre o Bolsa Família, Cadastro Único, Sistema Único de Assistência Social, entre outras iniciativas brasileiras, além de visitas aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do Distrito Federal.

Hugues Mbadinga é coordenador nacional do programa de Registro Social Único do Gabão e participou das agendas. Segundo ele, o Brasil foi um dos países que conseguiu implementar mecanismos de proteção social com sucesso. Ele destacou que o modelo do Cadastro Único é o que o Gabão busca para o Registro Social Único.

“Estamos muito satisfeitos, porque isso nos dá ainda mais convicção de que só será possível construir uma boa política de proteção social quando tivermos um registro único sólido, com consulta online, que permite interoperabilidade com os demais sistemas de identificação em nível nacional”, afirmou Hugues.

Segundo a diretora de Digitalização e Sistemas de Informação da Agência Nacional de Apoio Social de Marrocos, Hajar Khyati, integrante da delegação, as trocas sobre o modelo brasileiro de proteção social foram enriquecedoras e a visita ao CRAS permitiu ver a proximidade do sistema com os cidadãos.

“O uso dos sistemas de informação, especialmente por meio da coleta e da integração de dados, seja pelo Cadastro Único, que é o registro único, ou pelo SUAS, permite estabelecer uma coordenação entre o nível local, que é o CRAS, e o nível central. Essa coordenação, para nós, é um elemento-chave para o sucesso dos programas sociais, especialmente o Bolsa Família”, destacou a representante de Marrocos.

Fonte:Agência Brasil.