Para Mota, é preciso evitar que deputados deixem os quadros da Federação União Progressista. Foto: ALECE

Diante possibilidades de fusões, federações e outras parcerias, os dirigentes estaduais estão apreensivos sobre o que pode acontecer para o pleito eleitoral do próximo ano no Ceará. No entanto, nenhum partido político local pode tomar decisão para definir os rumos partidários para as eleições de 2026, visto que estão atrelados ao que as direções nacionais vão decidir.

Segundo o deputado Felipe Mota (União), aqueles que emitirem opiniões ou tomarem alguma decisão local estarão fadados ao fracasso, visto que só as conversas em nível de Brasília é que darão os rumos das definições dos partidos politicos. Um ponto que tem chamado a atenção tem, justamente, relação com a Federação União Progressista, envolvendo o União Brasil e o Progressistas.

Os dois partidos estão em processo de federação, formando o maior conglomerado partidário do Congresso Nacional, com repercussão em todos os estados. No caso do Caerá, enquanto a maioria dos membros do União Brasil faz oposição ao Governo do Estado, o Progressistas está na base governista.

Há ainda uma discussão nos bastidores da política nacional para se saber quem comandará essa grande federação. O presidente do União Brasil no Ceará, o ex-deputado federal Capitão Wagner negou, na semana passada, a possibilidade de diálogo entre o ministro Camilo Santana e lideranças da sigla. No entanto, ao que tudo indica, nem tudo está fechado no que diz respeito ao posicionamento da federação.

“Não adianta falarmos em federação, fusão e para onde os partidos irão sem observarmos a questão nacional. A nacional é quem vai dar o norte para as estaduais definirem suas estratégias”, disse o deputado Felipe Mota, afirmando, também, que as candidaturas de esquerda e de direita no âmbito de Presidência da República também influenciará nas escolhas locais.

Segundo lembrou, o próprio União Brasil tem quadros que estão alinhados com a direita, mas outros com a esquerda, como é o caso da deputada federal cearense Fernanda Pessoa, que faz parte dos aliados do governador Elmano de Freitas.  “Tem que avaliar se o União vai ter uma candidatura a presidente ou se vai compor uma chapa como vice. Isso muda tudo. Se tiver candidatura própria, temos que ter candidato no Estado. Se for um candidato a vice ou alinhado com a esquerda, muda tudo”.

Opinião

Para ele, devido a instabilidades políticas que estão vigentes no País a temperatura do Congresso Nacional também fica alterada, o que também influencia nas definições locais. “Quando as candidaturas se definirem lá em cima, vamos ter a condição de dizer a estratégia do partido. Isso passa pelo tempo de TV, fundo eleitoral, quantidade de vagas para estadual e federal. São coisas que precisamos esperar para não dar opinião que não vai existir”.

Ainda de acordo com Mota, a federação União Progressiva tem que trabalhar para não perder quadros, independente da decisão partidária sobre apoio o não à candidatura governista. “Temos que lutar para que eles fiquem,para termos convergências.Isso tem que ser conversado. Quem decide é a esfera nacional. Qualquer partido que definir algo sem diálogo com a nacional, estará fadado ao fracasso”.