
Cláudio Pinho é líder do PDT na Assembleia Legislativa e confirmou que bancada permanece na oposição. Foto: ALECE
Após reunião da executiva estadual do PDT, que definiu que a legenda participará da base do Governo Elmano de Freitas, o líder do partido na Assembleia, o deputado Cláudio Pinho, utilizou a tribuna para criticar a medida, destacando que o único objetivo da ação é “isolar Ciro Gomes”, que chegou a ter seu nome colocado para a disputa majoritária do próximo ano no Ceará. De acordo com o parlamentar, os quatro pedetistas da Casa Legislativa continuarão atuando junto à bancada de oposição.
Ainda de acordo com ele, foi discutido na reunião o alinhamento de sete dos oito vereadores de Fortaleza com a base governista do prefeito Evandro Leitão. No entanto, ele afirmou que foi colocado no encontro a necessidade de se corrigir o discurso de membros do PT, partido do gestor municipal, para evitar críticas à gestão pedetista.
“O presidente colocou que como o PT quer o apoio do PDT, se eles culpam a gestão anterior, que é do PDT, por todo o problema da cidade. Algo tem que ser corrigido no discurso para que o PDT continue fazendo parte da base do Evandro Leitão”, disse Pinho.
Ainda de acordo com o deputado, causou estranheza a mudança de comportamento do Governo Elmano em relação ao PDT do Ceará. “Em 2023 teve a maior briga, que motivou, inclusive, a saída de muitos membros do partido. O que mudou? O que aconteceu de tão bom? Agora tem essa proposta. E eu explico. Foi a candidatura do Ciro Gomes. Na tentativa de isolar o Ciro, eles convidam o PDT para fazer parte da base”.
Cláudio Pinho lembrou que houve uma conversa inicial entre o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, o presidente estadual André Figueiredo e o governador Elmano de Freitas, mas esse diálogo esfriou até o momento em que o nome de Ciro foi colocado para a disputa no Estado.
Tabuleiro político
“Querem o PDT porque precisam isolar o Ciro, precisam do tempo de TV, porque as oposições começaram a se mexer no tabuleiro político”, disse. O parlamentar, porém, acrescentou que André Figueiredo ficou de conversar com Elmano de Freitas para traçar as linhas de adesão, mas liberou os deputados estaduais.
“Estamos livres para atuarmos da forma que estamos atuando. Vamos aguardar os próximos acontecimentos. Quem sabe nessa vaga de Senado não sobra uma vaga para o PDT. Porque todo partido que entra tem vaga para senador”, ironizou o pedetista.