
O tema foi levado à tribuna pela deputada Larissa Gaspar. Foto: ALECE
Após mais um caso de feminicídio no Ceará, deputadas da Assembleia Legislativa se posicionaram e cobraram políticas públicas que garantam, de fato, a segurança das mulheres no Estado. De acordo com a deputada Larissa Gaspar (PT), Assembleia e Governo Estadual podem fazer mais para garantir a defesa desse setor da sociedade cearense.
Segundo disse, existe a necessidade de investir em políticas públicas de combate à violência contra a mulher, visto que atualmente o Brasil é o quinto País que mais registra assassinatos de mulheres. “São feminicídios resultado da cultura patriarcal. É preciso desconstruir esse machismo e misoginia. Não podemos silenciar”, frisou.
A petista lamentou o crime que vitimou uma estudante de 20 anos em Quixeramobim e outro crime que resultou no assassinato de uma professora de 40 anos. “Três homens apedrejaram uma mulher até a morte e, no outro caso, o próprio marido matou a esposa e depois tirou a sua vida. Me solidarizo com as famílias. Esses casos nos mostram a necessidade de ampliar políticas em prol da defesa da mulher”.
Conforme informou, a Assembleia Legislativa deve dar celeridade às propostas que visam fortalecer os direitos das mulheres, o que deve ser apresentado em março, mês das mulheres. Ela citou o caso de uma vereadora de Fortim, quje segundo disse, teve seu direito de fala cassada pela presidente da sessão. O caso estaria sendo acompanhado pela Frente Parlamentar de Combate à Violência Política de Gênero já está acompanhando esse caso”, afirmou.
A deputada Jô Farias (PT) também se posicionou sobre o assunto, destacando a necessidade de fortalecer políticas de proteção às mulheres. “É importante que nós mulheres ocupemos espaços de poder e decisão. Esse mundo é muito difícil para nós mulheres, principalmente, no mundo político”, disse.