Técio Nunes e Alexandre Uchôa (centro) ao lado do grupo do PSOL que defendeu candidatura própria no primeiro turno. Foto: Divulgação

Segue a crise de identidade dentro do Partido Liberdade e Solidariedade (PSOL) em Fortaleza. Apesar da bancada da sigla na Câmara Municipal afirmar que atuará de forma independente, tanto o presidente da legenda na Capital quanto o dirigente estadual foram indicados para cargos na gestão Evandro Leitão.

Durante o primeiro turno da campanha eleitoral do ano passado, Téci Nunes, que preside a sigla em Fortaleza, foi indicado como candidato a prefeito, atuando de forma praticamente apagada, não sendo visto sequer ao lado de parlamentares do PSOL. No segundo turno, ele participou ativamente da campanha de Evandro Leitão, do Partido dos Trabalhadores.

Técio ganhou um cargo no Governo na semana passada, quando foi anunciado como coordenador de políticas sobre drogas da Prefeitura de Fortaleza. A indicação gerou uma série de protesto de psolistas, como o deputado estadual Renato Roseno, que é uma espécie de líder do partido, e dos vereadores Gabriel Aguiar e Adriana Gerônimo, que foram reeleitos para a Legisltura que se inicia neste ano.

Gestões municipais

Essa ala do PSOL defendeu que aqueles que ingressarem em gestões municipais que abdiquem do cargo de direção que tenham na legenda, como determinou resolução nacional do partido. No entanto, o presidente estadual do partido, Alexandre Uchôa, publicou nova resolução liberando os filiados da agremiação para ingressarem em gestões municipais.

Ele próprio, Alexandre, foi nomeado como coordenador no Gabinete do prefeito Evandro Leitão. Dessa forma,não somente o presidente municipal do PSOL foi beneficiado, mas o estadual também. Para a bancada do PSOL, apesar das nomeações, os dois vereadores seguirão atuando de forma independente na Casa, apontando falhas e sugerindo soluções para eventuais problemas do Governo do Partido dos Trabalhadore.