
Lula convidou aliados para celebrar a democracia na manhã desta quarta-feira (08). Foto: Divulgação
Há exatos dois anos, o Brasil se chocava com os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. No período da tarde, admiradores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rumaram para o local e depredaram os ambientes. Na manhã desta quarta-feira (08), o presidente Lula resolveu rememorar o episódio, com um abraço simbólico ao local. A medida foi celebrada por esquerdistas e criticadas por bolsonaristaa cearenses.
A maior parte das críticas de bolsonaristas do Estado diz respeito, principalmente, ao que chamam de “hipocrisia” do Governo, que não condenou outros ataques feitos por membros de movimentos apoiados pela esquerda, como MST e MTST. Há também reclamações sobre penas decididas para os vândalos que atacaram a sede dos Três Poderes.
O senador Eduardo Girão (NOVO) chamou a celebração de hoje de “Teatro do absurdo”, que segundo ele une o Governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF). “Dia da democracia ou da injustiça suprema?”, questionou o parlamentar.
Presidente do PL Ceará, o deputado estadual Carmelo Neto afirmou que o PT se utiliza da narrativa do golpe “para justificar censura e perseguição”. “A questão não foi sobre o ato, mas sobre quem estava lá. Prender pessoas com 17 anos de prisão é tortura, é perseguição”, destacou.
Já o líder do União Brasil na Assembleia, o deputado Sargento Reginauro corroborou com vídeo publicado pelo senador bolsonarista Rogério Marinho, em que o parlamentar apresenta seu ponto de vista sobre o momento atual. Segundo a publicação, o que existe é uma “trajetória suja, limpa pelo judiciário amigo. Membros do MST atacaram deputados, black blocs em 2013 mataram um cinegrafista, em 2017 “terroristas” sindicalistas atacaram a sede dos Três Poderes. Dilma e Dirceu terminaram com processos perdoados”, dizia na publicação.
Por outro lado, membros do PT, PSB e PSOL, que comandam os principais espaços de poder no Ceará atualmente, destacaram a importância do momento em defesa da democracia e contra os extremismos. Líder do Governo Camilo na Câmara dos Deputados, o cearense José Nobre Guimarães (PT) afirmou que há dois anos houve uma tentativa de enfraquecer a democracia e de deixarem um rastro de destruição, “com o ódio”. “Seguimos na defesa intransigente da democracia e do nosso pais”, disse.
Líder político local, o ministro Camilo Santana (PT) salientou que “o Brasil abraça mais uma vez a democracia e o respeito às instituições da nossa República. Todo dia é dia de defender a democracia. Viva o Brasil”. Já o prefeito Evandro Leitão (PT) destacou que é preciso lembrar o 8 de Janeiro para “não esquecermos da democracia como valor inegociável do nosso país, buscando, a partir dela, a justiça e a igualdade de oportunidades para todas as pessoas”.
“Neste 8 de janeiro, é importante reforçar o nosso compromisso com a defesa inabalável da Democracia. Que nunca nos falte a coragem para proteger os direitos de cada cidadão e o respeito à soberania do povo brasileiro”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Léo Couto (PSB).
Líder do PSOL no Ceará, Renato Roseno (PSOL) é crítico da ideia de anistia para os golpistas do 8 de janeiro e seus financiadores. “Eles queriam tomar o poder e assassinar autoridades públicas. É gravíssimo! É necessário seguirmos atentos e fortes na defesa da democracia. Não podemos normalizar o que não pode ser normalizado”, disparou. A senadora Augusta Brito (PT) também se posicionou. Segundo ela, é preciso “lembrar para não esquecer! A democracia é o pilar fundamental de uma sociedade justa e inclusiva. Hoje é um dia de reflexão, mas também de união em favor das nossas instituições democráticas. Sem anistia para quem atenta contra a democracia”.