Luiz Henrique criticou e lamentou o uso da fé para fins eleitoreiros. Foto: ALECE

Presidente da Igreja do Senhor Jesus, o deputado Apóstolo Luiz Henrique (Repu) voltou a criticar, na tribuna da Assembleia Legislativa, o uso da fé das pessoas para fins eleitoreiros. O parlamentar lamentou a ascensão do extremismo político no Brasil e disse que jamais votará em candidato bolsonarista.

Ele afirmou que, durante as eleições municipais deste ano, membros da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) foram às vias de fato devido ao voto de um dos fiéis no candidato Evandro Leitão, do Partido dos Trabalhadores. Pessoas que frequentavam a igreja dele há mais de uma década também deixaram de ir aos cultos porque Henrique não declarou voto em André Fernandes (PL).

“Não apoiei, não apoio e nunca vou apoiar. Não apoio violência. Não apoio fakenews”, disparou o deputado. Nos últimos meses, Luiz Henrique tem enfrentado embates com o deputado Pastor Alcides Fernandes (PL), pai de André Fernandes, visto que a dupla é aliada de Jair Bolsonaro, enquanto que o republicano frequentemente tece críticas ao líder do bolsonarismo.

“Então quer dizer que para eu ser cristão eu tenho que pegar uma metralhadora na época da política e dizer que sou a favor do armamento? Para eu ser cristão agora vou ter que ir contra os princípios de Jesus?”, questionou. De acordo com o deputado, antes de ser políticos ele é cristão e age conforme o que o cristianismo prega, e citou ações em benefícios dos mais pobres, realizadas pela igreja dele.

Assassinar

Na avaliação dele, o ódio que tem guiado alguns políticos está fazendo uma “lavagem cerebral” nas pessoas “a ponto de um homem jogar bombas em Brasília e depois se matar”. “O que é que a política – que é a arte de governar, de se relacionar, de administrar e organizar – está fazendo com os seres humanos?”, indagou.

O deputado Fernando Hugo (PSD) afirmou que o Brasil vive, atualmente, aquele que seria “o mais tenebroso de todos os períodos, desde a colônia” pela política não focar no combate a problemas que impactam a população, como o combate ao tráfico de drogas.  Conforme disse, o Brasil assiste a uma vida política voltada a crimes, se referindo à operação da Polícia Federal que revelou planos para assassinar o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, além do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.