Lupi diz que deseja debater com setores do mercado nos quais se originam e se disseminam essas demandas reformistas a possibilidade de mudanças que possam beneficiar aposentados e pensionistas. Foto: Reprodução/Internet

Ministro da Previdência Social do futuro Governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, diz que as informações preliminares que recebeu da pasta mostram um cenário de “terra arrasada”, com filas enormes de pedidos de benefícios, falta de funcionários e poucos recursos, segundo está registrado na coluna Painel da Folha de S. Paulo, edição desta quinta-feira (29).

Diante disso, diz que, caso seja de fato escolhido pelo petista, trabalhará para aumentar o investimento na informatização e na recomposição de quadros da pasta.

Sobre a pressão por cortes e reformas na Previdência que é constante por parte de setores do mercado, o pedetista diz considerar a última que foi promulgada por Jair Bolsonaro (PL), em 2019, uma antirreforma, e que o setor privado também precisa colaborar.

Lupi foi ministro do Trabalho entre 2007 e 2011 e, por isso, tem familiaridade com a área.

Entre aposentados, pensionistas, beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada) e afastados por questões de saúde, aproximadamente 35 milhões de brasileiros são atendidos pela Previdência Social, diz o pedetista. Segundo ele, a fila oficial de brasileiros à espera da concessão de algum tipo de benefício da Previdência soma 1,3 milhão de pessoas, mas a extraoficial supera 4 milhões.

“Se eu for nomeado, pretendo tentar diminuir drasticamente a fila e agilizar os direitos dos trabalhadores. Quem construiu o Brasil de hoje não pode ser colocado em segundo plano”, afirma Lupi ao Painel.