
Deputado Mauro Filho destacou a necessidade de se debater mais e analisar melhor o Orçamento da União e a gestão financeira do Brasil. Foto: ALCE
De acordo com a equipe de transição do Governo Lula, o Ministério da Educação não tem recursos para pagar, neste mês de dezembro, os 14 mil médicos residentes de hospitais federais e outros cerca de 100 mil bolsistas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes. A situação gerou uma onda de críticas de parlamentares cearenses, que acreditam que essa será uma das “heranças malditas” deixada pela atual gestão de Jair Bolsonaro.
O problema é decorrente de bloqueio orçamentário feito pelo Governo Bolsonaro na última semana, que zerou o caixa da pasta. De acordo com o coordenador do grupo de educação de transição, Henrique Paim, o próprio ministro Victor Godoy se mostrou preocupado com a situação.
O deputado federal Mauro Filho (PDT) afirmou que a situação é “inadmissível”, visto que a gestão federal não teria dinheiro para a Educação, mas teria para o pagamento da dívida pública e o capital financeiro. “Insisto: o Congresso Nacional precisa debater mais e analisar melhor o Orçamento da União e a gestão financeira do Brasil”, defendeu o pedetista.
Segundo Renato Roseno (PSOL), as ações do Governo Bolsonaro são “criminosas”, atos de um presidente “vigarista” contra os estudantes universitários. “Num governo criminoso e inimigo da educação superior, cerca de 100 mil bolsistas CAPES podem ficar sem salário. Um dos últimos atos do vigarista como presidente foi bloquear verba do MEC que garante renda aos pós-graduandos. Isso pode representar a falência da pesquisa científica”.
Falta de compromisso
O deputado Denis Bezerra (PSB) também se posicionou sobre a situação do MEC e afirmou que o atual presidente “não cansa de destruir nosso país”. “A educação pede socorro, não há verba para pagar bolsistas e residentes! Um desrespeito com a população e falta de compromisso com o futuro do Brasil. Quem paga a conta do descaso é o povo”, lamentou.
Para a vereadora Larissa Gaspar (PT) é um absurdo que o Ministério da Educação esteja sem limite financeiro, não havendo recursos para o pagamento de médicos residentes e das bolsas da Capes em dezembro. “Sem dinheiro para manter políticas públicas e com cortes no orçamento, atual governo da extrema-direita deixa uma herança maldita para o país”, lamentou o deputado federal José Nobre Guimarães (PT).