
Durante entrevista Queiroga reforça a importância do esquema de vacinação completa contra a COVID-19 para ter capacidade de resposta aumentada diante um novo surto de casos. Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil
O Ministério da Saúde abriu nesta quinta-feira (23) consulta pública que coletará manifestações da sociedade civil sobre a vacinação contra a COVID-19 em crianças com idade de 5 a 11 anos.
A vacina da Pfizer para essa faixa etária foi autorizada recentemente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
As contribuições devem ser enviadas por meio do endereço eletrônico. No site do Ministério da Saúde estão disponíveis os documentos sobre a consulta pública, conforme o Diário Oficial da última quarta-feira (22).
No último dia 18, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a decisão do Governo sobre a vacinação de crianças de 5 a 11 anos será tomada no dia 5 de janeiro, após audiência e consulta públicas.
Em conversa com jornalistas, Queiroga disse que a autorização da Anvisa não é decisão suficiente para viabilizar a vacinação para esse grupo.
”A introdução desse produto dentro de uma política pública requer uma análise mais aprofundada. E, no caso de imunizantes, a análise técnica é feita com o apoio da Câmara Técnica Assessora de Imunizações”, disse Queiroga.
Imunização Completa
Em entrevista ao programa A Voz do Brasil o ministro disse que”O combate à pandemia de COVID-19 fez o Brasil dar saltos quantitativos e qualitativos no Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou o ministro.
Segundo ele, os leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) antes da pandemia eram cerca de 23 mil. Agora, estão em 40 mil. De acordo com o ministro da Saúde, o grande desafio foi a campanha de vacinação. ”A escassez de doses deu lugar a uma das mais bem sucedidas campanhas de vacinação contra a COVID-19 no mundo”, disse.
O ministro atribuí ao sucesso da campanha a redução no número de casos e mortes por COVID-19 no Brasil. ”Em seis meses assistimos a uma redução de 90% no número de casos e 90% no número de mortes”. Queiroga lembra que, hoje, a média móvel de mortes está em cerca de 130 casos. No ápice da pandemia, esse índice chegou a 4 mil. Segundo ele, o resultado foi obtido graças a uma estratégia planejada desde 2020.
O ministro da Saúde esclarece aos mais de 20 milhões de brasileiros que ainda não completaram o esquema vacinal que a imunização completa só ocorre após a segunda dose e disse que o ministério já está provendo a dose de reforço. Segundo ele, com a dose de reforço, aqueles que tomaram a vacina há mais de cinco meses têm sua capacidade de resposta aumentada no caso de uma variante ou de um novo surto de casos, evitando, assim, o aumento das hospitalizações e óbitos.
Fonte: Agência Brasil
